A Polícia Civil de Guaíra, com ajuda de jornalistas de São Paulo, conseguiu identificar o traficante executado na chacina registrada no último dia 22 naquela cidade. Ele seria Marcos Rogério dos Santos, 34 anos, natural de Jardim (MS), que estaria morando na Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, há alguns anos. Marcos teria ido até Guaíra com a mulher, uma adolescente de 17 anos, um dia antes das execuções, para buscar drogas que seriam levadas para a capital carioca. A mulher e a filha, de três anos, além de um menino de oito, foram os únicos sobreviventes do massacre.
De acordo com o Delegado Civil de Guaíra, Pedro Lucena, o traficante possuía três identidades, uma de Goiás, uma do Rio e outra de São Paulo. ''Conseguimos confirmar que ele era procurado pela Justiça de São José do Rio Preto (SP), onde esteve preso por tráfico de drogas. Sabemos que a família dele é do Mato Grosso do Sul e até agora ninguém apareceu para reclamar o corpo'', disse. Ainda segundo a polícia, a vítima, conhecida também pelo apelido de ''Febroner'', usava a identidade com nome de Robert Ramon Gonçalves Rios, e teria ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O corpo permanece no Instituto Médico Legal (IML) de Umuarama.
Ninguém preso -
Os acusados da morte de 15 pessoas em Guaíra continuam foragidos. Os homens, identificados como Jair Correia, 52; Ademar Fernando Luiz, 27 e Gleisson Correia, 20, teriam sido vistos pela última vez dois dias após o crime numa chácara em Salto del Guaira, no Paraguai. Até hoje nenhum dos suspeitos foi localizado pela polícia brasileira ou paraguaia, que está ajudando nas buscas.

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