A dona de casa Aparecida Castro da Silva Araújo, 42 anos, morreu às 20h14 do domingo, vítima de acidente de trânsito. Ela estava no caminhão Mercedes Benz 608 que tombou na Avenida 10 de Dezembro (Via Expressa), na altura do cruzamento da Rua Portugal (zona sul). Encaminhada ao Hospital Evangélico (HE) de Londrina, ela não resistiu aos ferimentos. A filha da dona de Aparecida, Aline Araújo, de 9 anos, morreu no local do acidente. O marido dela, Isaías da Silva Araújo, dirigia o caminhão.
Socorrida pelo Siate, Aparecida sofreu várias paradas cardíacas durante o transporte até o HE. ‘‘Conseguimos ressuscitá-la várias vezes, mas seu estado era gravíssimo’’, comentou o tenente do Corpo de Bombeiros, Wilson Paulino. Ele explicou que quando a equipe chegou ao local do acidente constatou que Aline já estava morta. ‘‘Mesmo assim tentamos todas as manobras possíveis para tentar trazê-la de volta à vida’’, disse.
Mãe e filha estavam sem cinto de segurança e foram lançadas para fora do veículo. Aparecida ficou presa embaixo do caminhão e foi retirada por pessoas que passavam pelo local. Ela sofreu traumatismo torácico e abdominal, ruptura de pulmão e fígado. ‘‘Mesmo que o Siate tivesse estado no local no momento do acidente, não acredito que teria conseguido salvá-la, tal a gravidade dos ferimentos’’, afirmou o médico legista e chefe do Instituto Médico Legal (IML) de Londrina, Antônio Carlos Queiroz.
Funcionário de um frigorífico de Ibiporã (14 km a leste de Londrina), Araújo tinha ido a Londrina para entregar carne em um açougue do Jardim Piza (zona sul). Segundo Nelson Castilho Soares, dono do frigorífico, o motorista estava voltando pela Via Expressa em direção ao centro quando foi fechado por um Monza.
Soares informou que há cerca de seis anos, Araújo perdeu um filho de nove anos. A criança foi atropelada quando andava na rua, de bicicleta. Mãe e filha foram enterradas em Ibiporã.
A dona de casa Selma Camilo Galeto, 22 anos, foi reconhecida ontem à tarde no Instituto Médico Legal de Londrina. Ela foi atropelada na terça-feira passada na PR-445, quase em frente ao Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). Selma foi reconhecida pelo seu companheiro, Orisvaldo dos Santos. Segundo ele, a mulher tinha problemas mentais e estava desaparecida havia oito dias. O veículo atropelador fugiu do local sem prestar socorro e não havia sido identificado até o final da tarde de ontem.

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