Vítima de erro médico há 15 anos, a advogada carioca Célia Destri, em vez de se resignar decidiu fazer justamente o contrário. Em 1991 ela fundou a Associação das Vítimas de Erros Médicos (Avermes), no Rio de Janeiro, e desde então presta atendimento jurídico a pessoas carentes que, sozinhas, não teriam como lutar por justiça.
Desde o final de 1990 Célia vive sem um dos rins, perdido naquele ano por causa de um erro médico. Alguns meses depois de deixar o hospital, ela fundou a Avermes. ''Para mim, é um ideal'', contou à Folha. Hoje, a associação atende gratuitamente outras vítimas que não têm condições de arcar com honorários de advogados, além de também prestar apoio social a muitas famílias de vítimas.
Todas as segundas-feiras a Avermes atende entre cinco e dez vítimas carentes de profissionais de saúde. Célia destacou que a maior parte dos erros tem relação com partos, englobando aí morte da mãe ou do bebê, paralisias pós-parto, deslocamentos da clavícula da criança e até esfacelamento de caixa craniana provocada pelo uso do fórceps.

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