A migração da taxa de vistoria de prevenção de incêndios do Fundo Municipal de Reequipamento do Corpo de Bombeiros (Funrebom) para o Fundo do Corpo de Bombeiros (Funceb) aumentou em mais de 100% o valor do serviço. Os comerciantes lamentam o aumento da taxa que implica em mais custos para as empresas - o que, segundo eles, o contribuiria para evitar a ampliação e desenvolvimento da economia na cidade.
Segundo explica o tenente do Corpo de Bombeiros, Rodrigo Takamura, a taxa de vistoria é realizada pelos Bombeiros em estabelecimentos comerciais, empresas e prédios residênciais com mais de três andares e mil metros quadrados. Antes vinculada ao Funrebom (fundo criado em Londrina para auxiliar na manutenção do Corpo de Bombeiros), está agora vinculada ao Funceb, um fundo estadual para o qual todos os estabelecimentos do Paraná que precisam da vistoria passarão a contribuir.
Para Takamura, seria injusto utilizar um recurso que era arrecado em Londrina, no caso por meio do Funrebom, para ser empregado nas melhorias para o batalhão que atua em 63 cidades da região. Além de Londrina, os demais municípios não contribuíam para a arrecadação desses recursos, que somaram mais de R$ 1 milhão no ano passado. O dinheiro obtido com essa taxa é empregado na manutenção e aquisição de equipamentos e viaturas para a instituição.
O tenente exemplifica dizendo que uma empresa que antes pagava R$ 30 pela taxa, após a mudança irá desembolsar R$ 70. O valor da taxa depende do tipo e tamanho estabelecimento, além do grau de risco de ocorrer incêndios no local. De acordo com ele, essa é uma taxa anual, cujo não pagamento poderá levar à perda do alvará de funcionameto. Os estabelecimentos vão receber a cobrança assim que a vistoria for realizada, o que pode ocorrer em qualquer mês do ano.
Em Londrina, o Corpo de Bombeiros prevê que 17 mil estabelecimentos pagem pela vistoria. A taxa de combate à incêndio, também cobrada pelo Corpo de Bombeiros, continua sendo recolhida pelo Funrebom e, portanto, não teve alteração no valor.
A Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) ainda não registrou reclamações formais quanto ao aumento do valor da taxa. Entretanto, o vice-presidente da Acil, Rubens Benedito Augusto, criticou a medida argumentando que a taxa irá onerar ainda mais os comerciantes, o que impediria a geração de novos empresos e expansão dos negócios.

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