Vistoria do IAP mostra resultados do trabalho
Vistoria do IAP mostra
resultados do trabalho
Simone Giroto
Ovino Luersen se orgulha da mata plantada por ele no sítioDe acordo com a última vistoria do IAP, realizada em março, o trabalho em conjunto com o Colégio Estadual Campina da Lagoa valeu a pena. Em três anos, foram plantadas 16.720 mudas de 12 diferentes espécies nativas ao longo de 9,81 quilômetros das margens da Água da Campina e seus afluentes. No total, as 45 propriedades atingidas reservaram 14,66 hectares à vegetação nativa. Como o rio é pequeno, precisa de 30 metros de mata em cada margem.
Antes da chegada dos estudantes, o Instituto Ambiental já vinha realizando um trabalho junto aos produtores locais. A primeira reunião com os proprietátios aconteceu em maio de 1993. Um ano e meio depois, o Ministério Público entrou na processo através da promotora Clemen Sílvia de Lara Pires. Com isso, foram plantadas 14.078 mudas numa área de 14,90 hectares, compreendendo 7,54 quilômetros de margens dos córregos.
Além de conscientizarem os produtores que ainda não tinham feito o plantio, os estudantes também ajudaram na vistoria de quem já tinha plantado, frisa o agente ambiental Elmiro Gênero. Depois da entrada dos alunos a quantidade de mudas plantadas foi além do dobro. As 14.078 mudas agora são 30.868 e as margens recuperadas saltaram de 7,54 para 17,35 quilômetros. As mudas são fornecidas pelo IAP e viveiro municipal.
Um dos produtores que mais plantou mudas nativas às magens do rio é Osvino Luersen, 49 anos. Na época, ele teve que plantar mais de 3 mil mudas no sítio de 24 alqueires. Fui pego de surpresa, mas sabia que era algo bom, lembra. Luersen plantou as mudas apenas com a ajuda da família e não chega a reclamar do trabalho que teve. O mais difícil foi cercar a área para o gado não destruir o que estava sendo plantado, explica. O resto foi tranquilo.





