Vistoria de terreno deve ser feita na próxima semana
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 04 de setembro de 2003
Fernando Rocha Faro<br>Reportagem Local 
Uma equipe técnica da Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania deverá vistoriar, na próxima semana, o terreno localizado ao lado da Casa de Custódia de Londrina (CCL), na zona sul, para possível construção do Centro de Detenção Provisória. A área deverá ser desapropriada pela Prefeitura Municipal para instalação do novo presídio. As obras, no entanto, são responsabilidade do governo estadual.
De acordo com o coordenador-geral do Departamento Penitenciário do Estado (Depem), coronel Justino Henrique de Sampaio, dois engenheiros-civis e um arquiteto farão vistoria na área. Segundo ele, a inspeção deve levar em conta fatores estruturais e ambientais.
O prefeito Nedson Micheleti (PT) informou ontem, por meio da assessoria de imprensa, que se o governo estadual aprovar o terreno sugerido pelo município, a prefeitura deve iniciar imediatamente o processo de desapropriação da área. Também através da assessoria, a secretaria de Justiça declarou que o Estado está cumprindo a obrigação de construir o novo presídio e vai analisar inicialmente apenas a área na zona sul.
A secretaria informou ainda que os engenheiros e o arquiteto vão estudar a viabilidade técnica para construção do presídio na área. A assessoria da prefeitura disse que, em análise prévia, o terreno deve ser adequado para a construção, por ser vizinho da Casa de Custódia. O prefeito, no entanto, mantém a posição de que a área é a melhor para abrigar o Centro de Detenção.
No início da semana, Nedson descartou a possibilidade de indicar um terreno na zona oeste para a construção. A sugestão havia sido feita pelo secretário estadual de Justiça, Aldo José Parzianello, que disse preferir a região devido aos altos índices de criminalidade registrados na área. A idéia é corroborada pelo juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), Roberto do Valle.
O Centro de Detenção Provisória terá capacidade para 350 presos, incluindo ala para detentas. O orçamento da obra é de R$ 2,5 milhões. O terreno pedido pelo Estado deve ser de 8 mil a 10 mil metros quadrados e ter instalações de luz, água, esgoto e telefonia.


