Segundo o relatório de vistorias do Corpo de Bombeiros, no ano passado, 25 edifícios em Londrina apresentaram irregularidades. ''As mais comuns são falta de corrimão em um dos lados da escada, falta de manutenção em extintores e mangueiras de incêndio e problemas na iluminação de emergência'', explicou o chefe do Setor de Vistorias do Corpo de Bombeiros, tenente Roberto Geraldo Coelho.
Durante a vistoria, o bombeiro analisa se há manutenção adequada e eficiente do sistema preventivo extintores e rede de hidrantes, de acordo com o que prevê o Código de Prevenção Contra Incêndio do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Paraná. Os extintores devem ser instalados nos corredores de todos os andares de um edifício, em local visível. Os bombeiros verificam ainda se a inspeção está em dia, se o equipamento foi recarregado, o lacre não está rompido e se o cilindro está vencido.
Nos hidrantes de parede (caixas de incêndio), observa-se se as mangueiras estão sanfonadas e em bom estado de conservação. Outro equipamento importante no combate a incêndios, o hidrante de recalque utilizado para pressurizar a água , deve estar limpo e a válvula de retenção íntegra.
Além disso, o local deve ser pintado na cor vermelha, para facilitar a identificação pelos profissionais na hora do sinistro.
Os bombeiros também vistoriam as condições dos sistemas que retardam a propagação do fogo e os que garantem a evacuação dos ocupantes do edifício. Segundo o tenente Coelho, checa-se se as portas corta fogo estão com defeito, se a escada eclausurada possui piso antiderrapante e corrimão de ambos os lados e se a iluminação de emergência funciona.
De acordo com a o tenente, a vistoria é realizada anualmente, e, se forem detectadas irregularidades, o responsável é notificado e tem 30 dias para fazer as adequações. ''Se na próxima vistoria as irregularidades persistirem, o bombeiro emite um certificado de reprovação e o caso é encaminhado ao Ministério Público'', completa o chefe do setor de vistorias. No caso de edifícios comerciais, o certificado é encaminhado à prefeitura para abrir processo de cassação do alvará da empresa.
Mesmo que pese no bolso, os síndicos dos condomínios procuram se adequar às normas de segurança, já que a responsabilidade sobre a integridade dos moradores recai sobre eles. No edifício Fernão de Magalhães, localizado na Área Central, a vistoria realizada no final de julho constatou falta de manutenção na mangueiras dos hidrantes de parede e a necessidade de mais aberturas de ventilação na Central de Gás.
''Os reparos estão orçados em aproximadamente R$ 1 mil. Ninguém pergunta sobre o sistema de prevenção a acidentes, mas, se algo acontecer, a primeira a ser responsabilizada serei eu'', desabafa a síndica do edifício, Maria José Monteiro Barion.
A corporação se oferece para ministrar palestras sobre prevenção e combate a incêndios em condomínios residenciais e comerciais. O agendamento pode ser feito pelo telefone (43) 3329-1000, no Setor de Vistorias.

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