As visitas aos presos da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba, deverão ser liberadas somente no próximo domingo. A confirmação foi dada ontem pelo major Nemésio Xavier de França Filho, subcomandante do Batalhão de Guardas, que assumiu o controle da PCE depois do fim da rebelião na semana passada.
Por questões de segurança, França Filho determinou na sexta-feira que as visitas de parentes estavam suspensas. Amanhã ele deve apresentar um relatório sobre a situação da penitenciária, que enfrentou dois motins em quatro meses.
As operações pente-fino nas celas devem terminar hoje. De acordo com França Filho, três serras e um rádio-transmissor já foram encontrados dentro de aparelhos de tevê desde que a PM se responsabilizou pelo presídio. Os agentes penitenciários só vão decidir se voltam a trabalhar no complexo depois de agendar uma reunião com o secretário interino de Justiça do Estado, Carlos Maranhão.
Motim Um motim de presos destruiu a cadeia da Delegacia de Alto Paraná (10 quilômetros a leste de Paranavaí), no sábado à tarde. Dos 16 detentos rebelados, 10 foram transferidos para Paranavaí e o restante para São João do Caiuá (35 km ao norte de Paranavaí). A cadeia foi desativada. Segundo o delegado de Alto Paraná Clóvis Papa, o motim teria começado porque o pai de um dos detentos chegou atrasado para o horário de visitas e não pode entrar.
Os presos teriam iniciado a revolta por volta das 14 horas. O motim só foi controlada às 17h30. Neste período, eles destruíram totalmenteas quatro celas. ‘‘Enquanto a cadeia não for recuperada, os detidos em flagrante ou por mandado de prisão serão levados para delegacias da região’’, disse Papa. (Colaborou Marta Medeiros)

mockup