A chegada de um recém-nascido costuma ser motivo de muitas visitas logo nos seus primeiros dias de vida. Porém, certas regras são necessárias para a saúde e o bem estar do bebê, e para a mãe que também passa por um período de readaptação após o parto.
Segundo a pediatra Adriana Proença, do Hospital Federal da Lagoa, vinculado ao Ministério da Saúde, o cuidado começa na maternidade. ''Não devem ser feitas visitas no primeiro dia do nascimento, a não ser de pessoas muito íntimas, como o pai ou os avós. E as visitas devem ser reservadas e de curta duração, no máximo por 15 minutos'', recomenda. As visitas devem evitar levar crianças para o ambiente hospitalar, pois segundo a pediatra elas podem levar infecções se estiverem com uma tosse ou gripe, além de gritar ou chorar, assustando o bebê.
Levar flores ou o uso de perfumes não é adequado. Isso porque as vias respiratórias do bebê ainda são muito finas e sensíveis, e cheiros fortes podem desencadear obstrução. Fumar está fora de cogitação mesmo antes da visita. ''Quando a pessoa fuma o cheiro sempre fica impregnado na sua roupa, mãos e hálito. E isso não é bom para o bebê, pois essa nicotina pode causar uma reação que aumenta a secreção nas vias aéreas. Essa obstrução é muito mais perigosa para o bebê do que para uma criança maior, que tem as vias maiores e obstrui com menos facilidade'', alerta.
O ideal é que as visitas sejam feitas após o primeiro mês, quando a criança foi imunizada com as primeiras vacinas. ''Imagine que o bebê está dentro da sua zona de conforto, na barriga da mãe. Lá ele não sente dor, fome, frio ou situações desagradáveis. Quando ele vem para fora é exposto a essas situações. E a mãe também está passando por alterações hormonais e emocionais, fica mais estressada, tem mais cansaço físico, então é um momento um pouco tenso para os dois, em que eles têm que se adaptar e se conhecer melhor.''
Apesar da ocasião festiva, deve-se evitar aglomerações ao redor da criança, falar alto e usar flashes ao fotografá-la. Outro cuidado é com a higienização das mãos. Mas apesar das recomendações, as visitas não devem ser evitadas. Segundo a pediatra, a socialização com o bebê é importante.

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