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segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Micaela Orikasa <br> Reportagem Local 
A dona de casa Iracema Souza da Silva mora próximo a um fundo de vale na Zona Oeste de Londrina e tem uma preocupação a mais nos dias de calor. Com duas filhas pequenas, ela fica em alerta para que elas não sejam picadas por aranhas e escorpiões que costumam frequentar o condomínio.
''Já matei um escorpião no quintal, além das aranhas que surgem quase todos os dias nos quartos e sala. Já coloquei tela de proteção em todas as janelas, mas não teve jeito. Agora, estou construindo um muro separando o jardim da casa'', comenta.
A infestação de insetos e animais peçonhentos, típica dos dias quentes, é um problema que preocupa também na primavera, uma vez que as altas temperaturas ocorrem em todas as estações.
Em Londrina, o setor de Vigilância Epidemiológica da Autarquia Municipal de Saúde registrou até agora 176 casos de acidentes com animais peçonhentos. De acordo com Léia Pereira, gerente da unidade, do total de notificações no município, 20 são acidentes com serpentes, 55 com aranhas, 55 com lagartas, 3 com escorpiões e 9 com abelhas. Os demais são relacionados a outros insetos ou então casos que não se classificam em nenhum dos animais citados.
Em comparação aos anos anteriores, Léia afirma que houve uma redução nas notificações. ''Isso pode ser pela dificuldade de acesso da população em geral a locais de mata fechada e às orientações que têm sido intensificadas ao longo dos anos, principalmente com foco na dengue. As pessoas estão cuidando mais da limpeza das casas'', ressalta.
Em caso de acidentes com animais peçonhentos, a farmacêutica Conceição Turini, do Centro de Informações Toxicológicas (CIT) do Hospital Universitário (HU), faz um alerta sobre os primeiros cuidados em casa. ''Não se deve usar nenhuma substância sem orientação médica. As pessoas podem fazer apenas uma limpeza no local com água e sabão e procurar imediatamente uma UBS. Quem tem o costume de aplicar pomada também deve evitar essa prática, pois dependendo da composição pode agredir ainda mais o tecido que está lesado'', diz.
Porém, a dica mais importante é buscar atendimento imediato em uma UBS, pois dependendo da gravidade do caso o médico fará o encaminhamento do paciente ao CIT, onde ele poderá receber a soroterapia.
Serviço:
Para informações toxicológicas ou dúvidas, o telefone do CIT, que funciona 24 horas por dia, é (43) 3371-2244.


