Visita de Tavares pode agilizar obras
Paulo Ubiratan
De Londrina
As obras da Cadeia Pública de Londrina poderão ter o ritmo acelerado a partir dos próximos dias. É que o secretário de Segurança Pública do Paraná, José Tavares, acompanhado pelo delegado geral da Polícia Civil, Leonil Ribeiro, e po presidente do Departamento de Construção do Estado (Decon), Saburo Ito, estarão hoje em Londrina. Segundo o assessor de imprensa da Secretaria de Segurança, Fernando Alves, o principal motivo da visita é agilizar as obras da Cadeia Pública, para que ela seja inaugurada até o dia 5 de agosto. Eles também terão a possibilidade de observar de perto a péssima situação em que se encontram os Distritos Policiais (DPs), que por falta de uma Cadeia Pública estão superlotados de presos.
A expectativa é de que com o funcionamento da cadeia pública, haja uma melhora no problema da violência na cidade. A superlotação nos DPs tem provocado constantes fugas de presos, colocando em risco a população. Em menos de dois meses, 23 presos fugiram do 2º DP. A cadeia já deveria estar pronta desde dezembro do ano passado, mas a sua construção paralisou várias vezes porque em épocas anteriores o governo do Estado deixou de repassar as verbas para a continuidade das obras. Desta vez o cronograma da obra da cadeia está sendo seguido à risca. Possivelmente, no próximo mês, vamos dobrar o número de operários para dar mais velocidade aos trabalhos, afirmou Nain Libos, assessor de imprensa da Secretaria de Obras, orgão ao qual o Decon está subordinado.
Diante da caótica situação prisional de Londrina, na terça-feira, o juiz corregedor Roberto do Valle prometeu interditar os DPs. Por despacho, Valle solicitou a oito entidades civis para fazerem uma vistoria nos DPs. A interdição ocorrerá se os laudos confirmarem que estes locais não possuem condições para abrigar presos. Com capacidade para abrigar 132 presos, ontem o DPs estavam superlotados com 303 detentos. No mês passado, o juiz interditou a Prisão Provisória de Londrina (PPL) proibindo que mais presos fossem colocados lá. Atualmente a PPL está com 130 presos apesar de ter capacidade 144. O motivo da interdição da prisão foi o governo estadual não ter feito reformas no prédio solicitadas por Roberto do Valle, que ajudariam na sua segurança.
A chegada da comitiva em Londrina deverá ocorrer por volta das 9h30 horas no aeroporto. Conforme o assessor de imprensa da Secretaria de Segurança, Fernando Alves, o secretário e sua comitiva visitarão as obras da Cadeia Pública da cidade, se reunirão com o juiz Roberto do Valle, com todas as entidades civis organizadas de Londrina e darão uma entrevista coletiva à imprensa. A reunião e a coletiva serão realizadas na sede do Sindicato da Construção Civil (Sinduscon), na Rua Maringá.





