O secretário de Segurança Pública do Paraná, José Tavares, não sabe quando será iniciada a construção da penitenciária de Foz do Iguaçu, não definiu quando ocorrerão novas transferências de presos da cadeia superlotada da cidade e não anunciou novas contratações para aumentar o efetivo policial da região. Por enquanto, as polícias Civil e Militar receberão dez motonetas e R$ 8 mil para reparos e manutenção da frota.
Durante uma reunião ocorrida na manhã de ontem no 14º Batalhão da PM em Foz, onde compareceram o comandante- geral da PM no Paraná, coronel Gilberto Foltran, e o delegado-chefe da 6ª Subdivisão Policial de Foz, Luiz Gilmar da Silva, Tavares divulgou a liberação de R$ 13 mil que serão usados na compra de combustível. O secretário admitiu que Foz ‘‘é a cidade com o maior problema carcerário do Paranᒒ, mas que não há qualquer chance da cidade receber dinheiro federal para iniciar as obras da penitenciária, anunciada há um ano e estimada na época em R$ 7 milhões. ‘‘O ministro (da Justiça, José Gregori) não vai liberar verbas neste pleito’’, resumiu. Sobre a superlotação da cadeia pública, que tem capacidade para 168 presos mas estava ontem com 476, o secretário disse que ‘‘entre 50 e 60 detentos devem ser transferidos dentro dos próximos dias’’. ‘‘Somente este ano, removemos 241 presos de Foz para presídios de Curitiba. Estamos aguardando a liberação de mais vagas com o término das reformas na Penitenciária de Piraquara.’’
O secretário apresentou levantamentos da PM que registram queda nos números de furtos e roubos, mas admitiu que os homicídios aumentaram na cidade. Segundos os dados, os meses de janeiro e fevereiro deste ano totalizaram 29 assassinatos contra 12 ocorridos durante o mesmo período do ano passado. Números absolutos que superam cidades maiores como Curitiba e Londrina.
‘‘Sabemos que Foz, Cascavel e Guarapuava são os locais que possuem o menor efetivo em relação à população. Mesmo assim, não há qualquer possibilidade de ampliar o número de policiais de um dia para o outro’’, disse.

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