Mesmo com o território angolano passando por uma violente guerra civil, o presidente Eduardo Santos continua cumprindo seus compromissos internacionais. Admitindo que ‘‘Angola vive uma situação de grande tensão militar que deveria requerer a presença do chefe de Estado no país’’, Santos considerou tranquila a sua visita extra-oficial ao Brasil.
Ao analisar a situação angolana, Santos disse que o seu governo vem conseguindo manter o domínio da situação geral através da ação das forças armadas. Santos disse que as ações que são conduzidas pelos revolucionários da Unita (partido armado de oposição) continuam acontecendo em diferentes pontos do território.
O presidente disse que, por outro lado, o governo de Angola está em contato com o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), para tentar resolver o problema. Ele disse que a situação foi agravada depois da morte do mediador da ONU no conflito, Alione Blondin Beye, em um desatre de avião no dia 26 de junho. ‘‘Estamos em contato com os observadores do processo de paz, e procuramos no Conselho de Segurança e com o Acordo de Lusaka encontrar uma solução para o problema’’, disse.
O presidente angolano afirmou que na próxima reunião do Conselho de Segurança da ONU, que acontece no dia 15 deste mês, as consultas das partes envolvidas devem ser analisadas, existindo a probabilidade de novas medidas serem tomadas.

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