Luiziana Não há mais testemunhas oculares, mas 56 anos depois, pioneiros de Campo Mourão que moravam na região de Campina do Amoral ainda lembram da história do disco-voador que teria aterrisado próximo à comunidade. A ufologia registra que o caso aconteceu em 23 de julho de 1947, três meses antes de Campo Mourão se emancipar de Pitanga. Hoje, a área faz parte do território de Luiziana.
''Os moradores ficaram assustados e nem falavam sobre o assunto'', conta Playsan Walter, 70 anos. Ele tinha 13 anos e morava num sítio próximo à comunidade. ''Os mais curiosos iam à beira da estrada ver os buracos que a nave tinha deixado.'' Segundo Walter, os moradores de Campina do Amoral se dividiram sobre o assunto: parte tinha medo e evitava o assunto. Outra parte não acredita no contato extra-terreno.
''Houve uma grande discussão popular sobre o assunto, mas com o tempo tudo foi sendo esquecido'', ressalta outro pioneiro, Cláudio de Paula Xavier, 72, que hoje mora em Ponta Grossa. De fato, a história do disco-voador em Campo Mourão só voltou à memória no final dos anos 80, quando o professor Mauro Parolin encontrou uma citação do caso no livro ''Os Extraterrestres na História'', escrito por um ufólogo francês.
Hoje, com a internet, é mais fácil encontrar informações sobre a suposta visita dos extraterrestres. Mais de mil sites de várias partes do mundo narram o episódio. Eles dizem que o agrimensor José C. Higgins entrou em contato com três ''seres estranhos'', com cerca de 1,80 metro de altura cada um. Eles usavam roupas brilhantes e tentaram contato com o agrimensor com sinais e sons agudos. Dois deles chegaram a recolher amostras do solo.
Ainda de acordo com os sites de ufologia, os ETs andavam em grandes saltos e um deles teria desenhado no chão o que Higgins identificou como o sistema solar. O ser teria apontado para o círculo que representava o planeta Urano. Alguns sites falam que o agrimensor teria recusado o convite para entrar no disco-voador. Outros homens que estavam trabalhando com Higgins fugiram ao ver a aproximação do ovni.
Leonora Walter Kostin, 86, é a única moradora de Campina do Amoral que já estava na região na época do contato de terceiro grau. ''Lembro que veio gente de longe para ver se era verdade'', conta ela. Só não há registro de nenhum agrimensor com nome de Higgins. Polon Radecki, 81, agrimensor responsável em 1944 pela demarcação da Colônia Goio-Bang, diz que nunca ouviu falar da história. ''Desconheço inteiramente o fato''.

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