O feriado prolongado e o tradicional mau tempo fizeram com que o movimento nos cemitérios no Dia de Finados ficasse abaixo das previsões da Prefeitura de Curitiba. De acordo com o diretor do Departamento de Serviços Especiais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Paulo Polatti, 175 mil pessoas visitaram os cemitérios da cidade, número 30% inferior aos 250 mil registrados no ano passado.
‘‘Este ano, com a união do dia do servidor e de Finados, muita gente preferiu ir à praia a prestar homenagens aos parentes mortos’’, avalia. Por causa disso, ele espera que o número de visitantes cresça durante a semana.
Em Londrina, a população aproveitou a parte da manhã para visitar seus mortos e os sete cemitérios da cidade ficaram bastante movimentados. Às 11h30 de ontem mais de cinco mil pessoas já tinham passado pelo cemitério São Pedro (centro); e cerca de duas mil pessoas foram ao Parque das Oliveiras (zona leste).
Quem foi fazer suas orações e pedidos nos cruzeiros teve que se submeter a uma verdadeira pista de obstáculos, desviando dos montes de velas e da cera que tomava praticamente todo o chão.
Já os cemitérios de Maringá receberam cerca de 150 mil visitantes. O maior movimento foi mesmo no Cemitério Municipal, por onde passaram cerca de 140 mil pessoas. No Cemitério Parque, que tem 1.500 sepulturas, o número de visitantes ficou em cerca de oito mil pessoas.
Para impedir congestionamentos nas ruas e avenidas de acesso ao Cemitério Municipal de Maringá, policiais militares se revezavam no patrulhamento permanente no serviço de trânsito. Como no ano passado, a Prefeitura impediu a presença de vendedores ambulantes na entrada do cemitério. Mesmo assim, eles se instalaram em boa parte das avenidas Cerro Azul e Juscelino Kubistchek e na Rua Mem de Sá. A maioria das pessoas preferiu visitar o cemitério municipal na parte da tarde.
O trabalho para controlar pequenos focos de incêndio à beira dos túmulos e nos cruzeiros tomou grande parte do tempo dos cerca de 70 servidores da Acesf divididos entre os 5 cemitérios municipais. A borra da vela é altamente combustível.
Limpeza - De acordo com Paulo Polatti, apenas nos cemitérios Municipal e do Boqueirão, em Curitiba, a previsão é que sejam recolhidos mais de dois mil quilos de velas derretidas e de flores, que devem encher cinco caçambas de caminhões. Na capital, o movimento nos cemitérios foi mais intenso no Municipal, Água Verde, Santa Cândida e do Boqueirão, considerados os maiores da cidade. Desde 1888, no Cemitério Água Verde, o maior da cidade, já foram sepultadas 78.648 pessoas em 10.500 túmulos. O de Santa Cândida, na região Norte, abriga 8.500 túmulos e 91.174 pessoas sepultadas desde 1957. No de São Francisco de Paula (ou Municipal), o mais antigo (1883), estão 5.500 túmulos e 65.242 sepultados.

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