Visão humanista
A campanha do CNJ traz uma visão humanista para o problema do sistema prisional, o que para o advogado Mateus Vergara pode ser bom para toda a sociedade. ''Estamos à beira do colapso. Precisamos mudar. Vamos ter problemas, algumas coisas podem dar errado, mas precisamos tentar'', diz.
Entre as medidas sugeridas na campanha, Vergara cita o voto do preso. Segundo ele, preso provisório tem direito ao voto, mas isso não acontece por falta de estrutura no transporte, por exemplo. A proposta do CNJ é que juízes eleitorais criem seções eleitorais nas unidades com mais de 100 presos provisórios.
Para o advogado, outra medida - o uso de tornozeleiras eletrônicas - tem tudo para dar certo, já que seria uma forma de desafogar o sistema penitenciário. Ele enfatiza, porém, que os casos devem ser analisados minuciosamente.
Ainda segundo o advogado, mesmo que apareçam dificuldades para a concretização dessas ações, o CNJ tem o poder de fazer valer as medidas, principalmente porque são ações que garantem direitos que constam na própria Constituição. (F.B.)





