Visão de futuro

Antes mesmo de participar do JEPP na Escola Municipal Eurides Cunha, o aluno do 4º ano João Henrique Frisselli, de 10 anos, já era um empreendedor. Dois anos atrás, ele começou a fazer pulseiras de linhas coloridas trançadas e vender para os colegas. A boa aceitação do produto estimulou o estudante a diversificar a produção. Ele desenvolveu novos modelos de pulseiras e colares e criou a marca Tigre Acessórios. Hoje, tem no seu portfólio uma boa variedade de produtos, trabalha com couro, camurça, resina, aço escovado e pedras naturais. O acabamento é caprichado, com fechos magnéticos e ajuste regulável. "Minha mãe faz crochê e um dia eu comecei a brincar com as linhas, tentando fazer uma pulseira. Minha babá na época viu a minha tentativa e disse que poderia me ensinar. Foi ela quem me disse que o capricho no acabamento era importante."
No início, disse João Henrique, a intenção não era vender as pulseiras, mas um amigo da escola se interessou em comprar e foi aí que ele viu que a brincadeira poderia se transformar em negócio rentável. De 2014 para cá, muita coisa mudou. Além de aumentar as opções no catálogo, o pequeno empreendedor aprendeu a calcular custo, lucro e planejar o futuro. Os preços variam de R$ 20 a R$ 70 e ele revela que chega a faturar de R$ 150 a R$ 200 por mês.
A divulgação das peças é feita em uma página no Facebook e João Henrique também pretende criar um site para ampliar o alcance da marca, que já atravessou o Oceano Atlântico. "Vendi para um jogador de futebol que eu conheço que é aqui do Brasil, mas mora em Portugal."
Na atividade que começou como brincadeira de criança, João Henrique encontrou uma vocação e decidiu que investirá nela como profissão na vida adulta. "Eu penso em investir mais na produção das peças e quero fazer uma faculdade de design e estudar design de joias no Canadá."(S.S.)





