O Instituto de Ciminalística e o Instituto Médico Legal (IML) de Londrina não haviam concluído, até ontem à tarde, os laudos dos exames de local e cadavérico, respectivamente, a respeito da morte do segurança José Lopes de Oliveira na fazenda Borborema. O delegado do 4º Distrito da Polícia Civil, Jurandir Gonçalves André, diz que espera para amanhã a entrega destes laudos.
Segundo o chefe técnico da Criminalística, Geraldo Gonçalves de Oliveira Filho, os trabalhos do exame de local realizados na casa do administrador da fazenda Borborema - onde o segurança conhecido por Django foi morto - estavam praticamente terminados ontem. ‘‘O laudo só não foi montado e entregue à Polícia Civil porque nossos computadores tiveram uma pane causada por vírus. Perdemos quase todo o dia limpando os computadores e nossos programas. Na sexta-feira, vamos poder voltar a usá-los normalmente. Daí, será fácil montar e imprimir o laudo.’’
Na sequência, o Instituto de Criminalística fará o exame de balística nas armas e cápsulas deflagradas que foram encontradas pela polícia no local do crime. Até ontem, haviam sido apreendidos pela polícia dois revólveres e dezenas de cartuchos de espingardas, revólveres e pistolas. O IML alega que o exame cadavérico de Django vai levar mais alguns dias para ter o laudo concluído, em consequência de acúmulo de serviço nas últimas semanas. Até ontem à tarde, não foi possível determinar se o tiro que atingiu a cabeça dele foi disparado por revólver ou pistola.
Foram encontradas cápsulas de pistola deflagradas no local da morte, mas a polícia não apreendeu ainda nenhuma arma deste tipo. ‘‘Por enquanto só recuperamos dois revólveres usados no incidente de domingo, mas estamos em busca de outras armas’’, explica o delegado Jurandir André, que ontem de manhã esteve na fazenda Borborema. E marcou para a próxima segunda-feira, às 14 horas na subdelegacia de Tamarana, a tomada de depoimento dos trabalhadores sem-terra, de testemunhas e outras pessoas envolvidas no tiroteio que terminou em morte.
André reafirmou que, ao contrário do que denunciam os líderes do movimento sem-terra, as polícias do Paraná e de São Paulo ainda não encontraram nada que comprove que José Lopes de Oliveira era um pistoleiro profissional. (Leia mais sobre conflitos de terra na página 10)

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