Uma virose está pegando crianças e adultos desprevenidos e provocando um quadro agudo de vômito e diarréia, além de dores no corpo e febre. O médico gastroenterologista, clínico do Hospital Evangélico de Londrina, Pedro Humberto Perin Leite, explica que apesar da doença causar transtornos não há indício de uma epidemia. ‘‘É uma virose típica do período de inverno, com um ciclo definido e que, bem cuidada, não traz riscos de complicações’’, tranquiliza.
Ele explica que existem vários tipos de vírus que provocam estes sintomas e atacam no inverno, aproveitando-se que o sistema imunológico das pessoas está fragilizado. ‘‘A principal via de entrada dos virus são as respiratórias, que, neste período estão mais expostas às agressões ambientais como o frio e o tempo seco’’, afirma. Um dos vírus que geram um quadro de diarréia e vômito, exemplifica, é o rotavírus. ‘‘Mas isto não significa que toda pessoa que tiver estes sintomas está com este tipo específico de vírus. Há muitos outros com o mesmo tipo de sintomas e ciclo’’, reforça.
Ele esclarece estes vírus tem em comum um ciclo de cerca de seis dias, incluindo o período de incubação. Os sintomas, diz, começam a aparecer a partir do terceiro dia, atingindo a fase mais aguda no quarto e quinto dia após a pessoa ter contraído o vírus. No quinto dia o quadro costuma ser ameno tendendo a desaparecer no sexto dia.
Pedro Humberto Leite esclarece que não existe um método realmente eficaz para se proteger destes vírus. ‘‘Evitar aglomerações e se alimentar bem, mantendo o organismo em equilíbrio ajuda, mas não garante’’, diz. O médico orienta quem contrair a doença, a não tomar nenhum medicamento para controlar a diarréia. Explica que a diarréia e o vômito são formas do organismo de eliminar as toxinas.
‘‘Só quando os sintomas são muito agudos e persistem por mais de dois dias é aconselhada a medicação; e mesmo assim só com orientação de um médico ’’, alerta. É preciso tomar bastante líquido e soro caseiro ou de farmácia para repor a água perdida.
Há pouco mais de uma semana, o neto de um ano e três meses de Sueli Nunes Pereira, 50 anos, acordou vomitando. ‘‘Ficamos assustados porque ele passou a noite inteira passando mal e com diarréia’’, contou. No domingo a criança foi levada ao médico que receitou apenas um medicamento para controlar o vômito e soro. Mas na segunda-feira, quando o netinho já estava bem melhor, foi a vez de Alessandra Bazoli, de 20 anos, filha de Sueli passar pelos mesmos sintomas. ‘‘Foi então que o médico falou nesta virose que estava dando na cidade’’.

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