Virmond ensina polonês para manter tradições
Virmond ensina polonês
para manter tradições
Dzien dobry nauczycielka, dobranoc dyrektor, widzenia chlopczyk, dziçkuje dzieweczynka. As palavras, de som estranho e grafia mais ainda, fazem parte do dia a dia dos moradores do município de Virmond (Oeste). Formada em sua maioria por descendentes de poloneses, a comunidade encontrou na língua uma maneira de preservar a cultura e as tradições dos imigrantes.
A iniciativa partiu do Colégio Estadual General Eurico Gaspar Dutra, que há cinco anos decidiu incluir a língua polonesa no currículo. Graças à flexibilidade proposta pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), para temas transversais, a escola pôde investir no Projeto Um Espaço Aberto para a Cultura Polonesa.
Uma vez por semana, os alunos de 5ª a 8ª séries têm aulas de polonês com o padre João Janslig, contratado pela prefeitura. As palavras estranhas do início do texto se transformam em fáceis bom dia, professora, boa noite, diretor, tchau, menino e obrigada, menina. Os alunos se interesaram e hoje, além de aperfeiçoarem o idioma já que muitos falam em casa mantém a memória de seus antepassados, explica a diretora Márcia Roseli Mierzya.
Os professores levantaram a história do povo polonês, suas músicas e danças folclóricas e o artesanato. Convidamos as mães dos alunos para ensinar as técnicas do secular bróia, uma espécie de bordado em ponto cruz. Muitos alunos aprenderam e hoje temos aulas de bordado, diz a diretora. Para Márcia Mierzya, outro ponto importante desse trabalho foi a integração das mães com o colégio.
A escola montou um pequeno museu temporário com peças legítimas do artesanato polonês. Além dos objetos, o colégio produziu um vídeo com depoimentos das pessoas mais velhas da comunidade, revelando as tradições das famílias. Também utilizamos a música como forma de ensinar a língua polonesa, com trabalhos de entonação de voz, tradução e poesia, relata a diretora.
Com essa iniciativa, o colégio está contribuindo para um projeto pioneiro em Virmond, a criação da Sala da Memória, para a exposição de fotos, documentos e objetos da cultura polonesa, já que 70% dos moradores são descendentes.





