Violência preocupa os jovens pais
A violência preocupa até mesmo quem começa agora a vida de pai. Ontem, o amanhã dos filhos também era uma preocupação na Maternidade Municipal de Londrina. ''Eu desejo o melhor para o meu filho, mas não tenho planos'', disse o serralheiro Gilmar de Almeida, 26 anos. ''Não sei o que vai acontecer no futuro''. Meio sem jeito, Gilmar ainda não descobriu a melhor maneira de segurar seu primogênito Lucas Augusto de Almeida, nascido às 7h20 da sexta-feira.
Saudável, Lucas é um bebê como os demais. A mãe, Viviane Aparecida de Almeida, 18, curte sua criação. Diz que ele era agitado durante a gravidez. O contraste é grande com o mirrado e pacato nenê envolto na manta verde, que parece descansar, se preparando para toda a vivência que tem pela frente. O casal mora nos Cinco Conjuntos (zona norte). ''É uma região mais tranquila, mas sabemos que a violência já está atingindo até mesmo as crianças. Eu fico preocupado'', assumiu o pai. Lucas ainda terá que esperar um bom tempo pelos irmãos. Nasceu, segundo o próprio Gilmar, ''mais ou menos planejado''. ''Vamos dar uma parada, pois estou desempregado'', esclarecia o serralheiro.





