Violência no trânsito é tema de debate na Câmara
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sexta-feira, 08 de julho de 2005
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Muitos discursos, apresentação de dados estatísticos, algumas propostas e críticas e praticamente nenhuma definição prática. Este é o balanço da audiência pública realizada ontem na Câmara Municipal para discutir os problemas do trânsito em Londrina. O evento, organizado pelo vereador Roberto Fú Lourenço (PDT), teve participação de autoridades do setor, representantes da sociedade civil organizada e da comunidade.
As principais definições práticas foram encaminhamentos de ofícios. Ao Poder Judiciário, para cobrar mais rapidez no julgamento de processos envolvendo acidentes de trânsito. Ao Núcleo Regional de Educação (NRE), para pedir a inclusão do tema da conscientização nas disciplinas curriculares. Também foi determinado encaminhamentos para a criação do Conselho Municipal de Trânsito e de grupos de trabalho para discussão do tema.
Autoridades do ramo apresentaram números sobre a violência no tráfego londrinense. No primeiro semestre do ano, foram registrados 3.107 acidentes, com 41 mortes. Números superiores aos do ano anterior: 3.069 desastres e 30 vítimas fatais. Os dados foram tabulados pela Companhia de Trânsito do 5º Batalhão da Polícia Militar. O tenente Paulo Siloto, comandante da companhia, elogiou a iniciativa do vereador e anunciou tomada de providências. A partir da próxima semana, blitze para coibir excesso de velocidade serão realizadas na cidade.
O presidente da organização não-governamental Conselho Municipal de Trânsito, Marcelo Escudeiro, apresentou projeto de criação da Justiça Móvel de Trânsito. ''Vai facilitar a coleta de provas para o processo no local do acidente e a instrução de eventual processo judicial'', explicou.
O vereador Jamil Janene (PDT), presidente do Comissão de Desenvolvimento Urbano da casa, criticou a atuação da Polícia de Trânsito. ''Não vejo a fiscalização da PM atuando no centro da cidade. A cidade inteira tem que ser fiscalizada, não só a periferia'', disse. O tenente Siloto, que está no cargo há apenas cerca de 20 dias, rebateu a crítica e afirmou que o policiamento obedece critérios como fluxo de veículos, independente da localização.


