Violência no caminho para a escola
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terça-feira, 27 de novembro de 2012
Redação FolhaWeb 
''Tudo aconteceu muito rápido. Eu vi minha irmã mais nova apanhando e fui defendê-la. De repente três meninos me seguraram, enquanto um se pendurou em em um dos puxadores do teto, chutou o meu rosto, deu socos e me ameaçou de morte.'' O relato que impressiona é de uma menina de 11 anos, aluna da rede municipal de educação de Londrina e moradora do Conjunto Residencial Vista Bela (zona norte). Dois meses após ser agredida em um dos ônibus contratados pela prefeitura para o transporte dos alunos da rede fundamental, ela ainda sofre com o medo de ir para a Escola Municipal Mari Carrera Bueno (zona oeste).
Apesar de ter sido o único caso que resultou na realização de um boletim de ocorrência e de exames de corpo de delito (que comprovaram as marcas no rosto da menina), a história da filha da copeira Rute Tomazelli é a mesma de dezenas de crianças de 6 a 10 anos, de 23 escolas municipais das regiões norte, sul e oeste. Dos 957 alunos que são transportados diariamente por 22 ônibus disponibilizados pelo município, vários vêm sendo agredidos no trajeto até as escolas, como contam vários pais. A reportagem da FOLHA flagrou cenas de crianças brigando e outras arriscando a vida ao pegar carona na traseiras dos ônibus.
''A minha filha já chegou chorando em casa, dizendo que tinham batido nela e a ameaçado. É claro que a gente fica preocupado. Acaba se sentindo meio impotente diante disso'', revelou o entregador André Melo, pai de uma menina de 8 anos. ''Eu entendo que se os pais não dão educação para os filhos em casa, não vão ser os professores ou monitores que vão conseguir controlá-los, mas mesmo assim acho que falta uma preocupação maior da prefeitura. Se as crianças serão transportadas de ônibus, então que isso seja feito com segurança'', argumenta Melo.
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- Secretaria da Educação reconhece problema


