Violência nas escolas americanas é ainda maior do que no Brasil
Relatos internacionais apresentados durante o seminário Educação para a Cidadania mostram que as dificuldades encontradas no Brasil não são muito diferentes das enfrentadas em outros países, independente do seu grau de desenvolvimento. Doutor em educação internacional e pesquisador em violência, Peter Lucas, de Nova York, traçou um quadro assustador da violência nas escolas secundárias norte-americanas. Tivemos uma redução dos casos de porte de arma, mas outros tipos de violência continuam acontecendo em escalas cada vez maiores, disse.
Afirmando que os mecanismos clássicos de controle da violência não são os ideais, Lucas fez um alerta aos educadores brasileiros, que estão enfrentando o mesmo problema. É preciso pensar em uma reação através de medidas pedagógicas criativas, capacitação de professores e discussão sobre direitos humanos, disse.
Lorraine Monroe, também de Nova York e doutora em educação, falou sobre a qualidade do ensino. Ela trabalha em duas escolas no bairro do Harlem, onde vive a maior parte da comunidade latina e afro-americana da cidade, e ensina que, ao atender estudantes pobres e marginalizados socialmente, o professor deve trabalhar a auto-estima desses alunos e a escola deve oferecer atividades extra-curriculares, como dança, teatro e artes plásticas. Um dos resultados do trabalho de Lorraine é o ingresso de 96% dos alunos afro-americanos e latinos em universidades.





