Violência faz movimento cair no Zerão
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domingo, 07 de março de 2004
Fábio Galão<br> Reportagem Local 
O arrastão realizado por marginais no Zerão há três semanas manchou de vez a imagem do local, talvez o mais tradicional ponto de lazer da população londrinense aos domingos. Ontem, comerciantes e frequentadores comentavam como o movimento nos fins de semana caiu recentemente. ''Calculo que (o movimento) tenha caído uns 30% só por causa do arrastão'', disse Fernando Gonçalves, proprietário de um bar no Zerão.
No arrastão registrado no dia 15 de fevereiro, um grupo de oito marginais teria roubado pertences de aproximadamente 20 pessoas e agredido três. Na ocasião, a Polícia Militar (PM) prendeu três suspeitos da ação, dois deles menores.
O técnico em eletrônica Willian Gandolfi Aligleri foi ontem ao Zerão pela primeira vez desde dezembro, e ficou surpreso com o movimento. ''Está um dia ótimo para vir aqui e nesta época do ano a população está toda em Londrina. Acho que não veio muita gente devido à insegurança, mesmo'', afirmou. No final da tarde de ontem, uma viatura da PM permaneceu estacionada próximo aos bares e outra rondava a região. ''Acho que o policiamento melhorou. Só tomaram providência depois que aconteceu alguma coisa'', disse Gonçalves.
A vendedora Vera Lúcia Caus creditou a queda no movimento ao medo da população e às dificuldades para estacionar nas cercanias. ''Por pressão de alguns moradores, a PM à certa altura da tarde fecha a rua com cones. Simplesmente não dá para passar. Também acho errada a venda de bebida nos bares. O povo bebe e vai arrumar briga'', afirmou.
Ivo Ramos, gerente de outro bar, defendeu que os bares não são responsáveis pela violência. ''Confusão surge em qualquer lugar. É bom lembrar que o arrastão não começou nos bares, e sim na escadaria do anfiteatro'', disse ele. Uma advogada, que não quis ser identificada, afirmou que o Zerão tem outros problemas, como a falta de sinalização e o desrespeito dos ciclistas às placas que proíbem o trânsito de bicicletas. ''Aqui ninguém respeita nada'', desabafou.


