Violência é tema de encontro
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sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 
Discutir soluções para diminuir a violência foi o objetivo do Encontro Aberto de Psicanálise, realizado na semana passada pelo Núcleo de Psicanálise do Norte do Paraná. De acordo com os profissionais que participaram do evento, a questão não tem solução simples. O caminho para reduzir este problema, porém, passa pela valorização dos vínculos, da rede social e da estruturação da família, entre outros exemplos.
De acordo com os psicanalistas, todas as pessoas têm violência dentro de si. A criação de uma mente capaz de coibir esse impulso, entretanto, é que tornou possível a civilização. Mas quando a sociedade promete a inserção social mediante a coibição da violência e isso não acontece, o indivíduo sente-se traído e dá vazão à agressividade.
A advogada e professora Erika Juliana Dmitruk, que proferiu a conferência ''Razões e Perspectivas da Violência e Criminalidade'', lembrou que a violência deve ser prevenida antes de se concretizar.
Iniciativas como a Rede Cidadania, da Secretaria Municipal de Cultura e o Colégio Estadual Ana Molina Garcia, em Londrina, cuja participação no Programa Escola Aberta, do governo federal, foi tema de reportagem da FOLHA na semana passada, são exemplos de que é possível combater a violência com o estímulo de talentos.
''É preciso que as pessoas tenham outras formas de se posicionarem na sociedade, para que sejam valorizados pelo que fazem, e não pelo que possuem. É importante valorizar também os modelos dissociados de consumo'', afirmou. Participaram do evento Antonio Mauro Osti, Fátima Geha, Niracema Kuriki, Sônia Saborido Gazziero, Ludmila Klozak, Maysa Dias Ayres e Lucia Aparecida Barreto Osti.


