São Paulo - A empresária Miriam Rangui, de 28 anos, de Peruíbe, no Litoral paulista, busca há 12 anos por notícias de seu irmão Marcelo. Os dois e seu pai foram trabalhar no Japão em 1995, mas se separaram logo na chegada. Miriam e o pai ficaram na região de Mie-Ken, enquanto Marcelo foi para perto de Nagoya. Depois de uma temporada de volta ao Brasil, onde se casou, o irmão foi novamente para o país asiático.
Pai e filha resolveram voltar para o Brasil no fim dos anos 1990, época em que Marcelo estava se separando da mulher. ''Foi a última vez que falei com meu irmão. Depois disso, o celular dele não deu mais sinal e nenhum amigo tem notícias dele. Meu pai morreu triste porque nunca mais teve contato'', diz Miriam, que contratou um advogado para encontrá-lo e notificou o consulado e a polícia japonesa. ''Meu irmão sempre foi muito impulsivo, mas não vemos motivo para ele não querer mais contato.''
Os Estados Unidos são o segundo país em número de desaparecimentos de brasileiros. De acordo com o MRE, foram 25 casos no ano passado. Embora seja menos comum, as associações de brasileiros no país dizem que também há casos de pessoas que cortam as relações com a família no Brasil. No entanto, alguns sumiços estão relacionados com mortes na travessia ilegal pelo México e com crimes.
A violência também é apontada como a principal causa de desaparecimentos no Paraguai. De acordo com a Polícia Federal, muitos sumiços acontecem na fronteira entre os dois países, em confrontos envolvendo ''brasiguaios''.

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