Curitiba - Isaac Cardoso, 47 anos de idade e 25 de caminhão, já conhecia a fama de perigosa da BR-376 no trecho entre Curitiba e Joinville (SC). De um ano para cá passou a ouvir histórias de roubos e assaltos que antes só aconteciam ''de São Paulo para cima''. A constatação de que os relatos eram verdadeiros veio na última quarta-feira, quando acompanhou pelo rádio comunicador o assalto de um colega no Contorno Sul, próximo de Curitiba.
O colega esperava na fila em um congestionamento, por causa de obras de duplicação, quando foi abordado pelos criminosos. A carreta com a carga de vergalhão não foi mais encontrada. O cavalo mecânico foi localizado em seguida ''depenado'', até os bens do caminhoneiro foram levados.
Mesmo já tendo sido assaltado e sequestrado duas vezes - uma em São Paulo e outra em Blumenau - Cardoso não tem seguro ou rastreador no caminhão. ''Às vezes não dá para pagar, mas temos que continuar tocando''.
Adriano Lopes, 37 anos, diz que a má fama do trecho também inclui os frequentes acidentes por causa da imprudência de motoristas. Mas o caminhoneiro com 19 anos de estrada também tem histórias para contar de casos de violência na estrada. A mais recente, há poucas semanas, é de um conhecido que parou para jantar em um posto de gasolina. ''Quando ele voltou já tinham levado o caminhão. Nunca recuperaram''.

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