Gilson AbreuO secretário Cândido Martins de Oliveira fala à vereadores na CâmaraO secretário de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, admitiu ontem, na Câmara Municipal de Curitiba, que sua pasta está ‘‘perdendo a batalha para o tráfico de drogas e a violência nas escolas’’ e que também não está conseguindo conter o crescimento do número de assaltos a banco. Oliveira e a cúpula das Polícias Civil e Militar foram submetidos, durante três horas, a um ‘‘inquérito’’ por parte dos vereadores, que pediram ação mais efetiva da secretaria.
O convite da Câmara ao secretário aconteceu num momento em que o número de assaltos a banco é recorde, bairros da periferia adotam ‘‘toque de recolher’’ com medo dos assaltantes e uma pesquisa do Ministério da Justiça colocou o Paraná entre os Estados onde a criminalidade mais cresceu no ano passado.
O secretário admitiu problemas, mas contestou a pesquisa: ‘‘Ela inclui no índice de criminalidade mortes no trânsito, critério que não é aceito em nenhuma parte do mundo’’. Também afirmou que nunca se investiu tanto em salários e reequipamento das polícias como neste governo.
Mas, em meio a alguns elogios, os vereadores não deram trégua a Oliveira. ‘‘Faço um desafio: que se apresente alguém presente aqui e que nunca foi assaltado ou teve parentes vítimas da violência’’, disse Borges dos Reis (PSDB).
‘‘Em reuniões nos bairros, só se fala na insegurança’’, reforçou Jorge Samek (PT). A morte de uma pessoa durante a ação da PM numa tentativa de invasão na Vila Osternak, no final de semana, também foi lembrada.
O secretário anunciou projetos para reduzir a violência, como a patrulha escolar. Também informou que está tentando montar um sistema de informações conjuntas com os Estados do Sudeste, para conter os assaltos a bancos, mas cobrou colaboração dos banqueiros, com a instalação de dispositivos de segurança.

mockup