Violência cresce em dezembro
Osmani Costa
De Londrina
Três pessoas foram feridas por tiros de revólver; dez automóveis, um caminhão e duas motocicletas foram roubadas; algumas casas foram arrombadas e dezenas de pessoas foram roubadas ou assaltadas nas ruas de Londrina no primeiro final de semana de dezembro. Este aumento da criminalidade e da violência contra a população, em comparação aos finais de semana anteriores, faz parte de uma oscilação já esperada para esta época do ano, segundo o delegado-adjunto da 10ª Subdelegacia Policial (SDP), Acácio de Azevedo.
Realmente houve um aumento no número de ocorrências, e estamos preocupados com isto. Mas não houve casos muito graves, nenhum homicídio. Estamos trabalhando para investigar e resolver todos os casos, comentou Azevedo, ressaltando que a tendência é os criminosos intensificarem suas atividades neste mês. O comércio abre até mais tarde, a população tem mais dinheiro no bolso e sai às compras para as festas de fim de ano. Isto tudo propicia a ação dos bandidos.
O delegado disse não acreditar que o recrudescimento da criminalidade esteja relacionada aos arrastões e batidas que as polícias Civil e Militar realizaram nas últimas semanas na cidade. Não temos aqui, felizmente, grupos armados que confrontem a polícia como ocorre em São Paulo e no Rio de Janeiro. Esta oscilação para cima das ocorrências nada tem a ver com as operações de combate à violência, garantiu.
Acácio Azevedo afirmou que as polícias estão preparadas para combater este aumento na insegurança aperfeiçoando o sistema de prevenção, através de rondas ostensivas. Isto ocorreria notadamente com o efetivo da Polícia Militar. O melhor caminho é prevenir o crime, em vez de remprimir os criminosos depois dele cometido. A Polícia Civil prossegue trabalhando dia e noite, efetuando duas ou três prisões em flagrante por dia, esclarecendo quase todos os homicídios e recuperando cerca de 50% dos carros roubados, comentou o delegado, lembrando que a média nacional de recuperação de automóveis roubados é de 25%. De acordo com ele, cerca de 60% dos presos cometeram roubos e furtos.
A ocorrência mais grave foi com o frentista Daniel Franco da Silva, 30 anos, ferido com um tiro nas costas. Ele foi atingido durante a troca de tiros entre um dono de supermercado e dois assaltantes. O tiroteiro ocorreu na noite de sexta-feira no Jardim União da Vitória (zona sul). Na tarde de ontem ele prosseguia internado na UTI do Hospital Universitário em estado grave.
Outros dois homens Fernando Cesar de Oliveira, 24 anos, e Adauton Rodrigues Antunes, 28 anos também foram feridos por disparos de armas de fogo, na noite de domingo, mas não correm risco de vida. Eles foram atingidos nas pernas, durante uma briga no União da Vitória. Elizabete Kranse, 33 anos, teve sua casa arrombada no Conjunto Novo Antares (zona leste). Os ladrões levaram eletrodomésticos.
Depois da onda de assaltos cometidos por motoqueiros, os chamados cavalos loucos, agora é a vez de ciclistas. Ontem, duas mulheres tiveram suas bolsas levadas no centro da cidade por rapazes que passaram correndo em bicicletas. Uma das vítimas foi a balconista Elaine Brandão, 29 anos, roubada em frente ao Terminal Rodoviário. Ela ficou sem R$ 230,00, o talão de cheques e documentos pessoais.
Além de dez automóveis e duas motocicletas, roubados de sexta-feira à noite até a madrugada de ontem, os ladrões levaram ainda o caminhão Mercedes Benz placa BFE-3655, com a carreta-tanque lotada de óleo vegetal. O caminhão de Presidente Prudente (SP), de Francisco Rodrigues Porto Filho, foi roubado no domingo no pátio de uma transportadora na zona oeste. Até o início da noite de ontem, a polícia não tinha pistas dos ladrões.





