Ibiporã - Um assalto na manhã de ontem assustou os moradores do Jardim Brasília, em Ibiporã (Norte). Três assaltantes renderam a empregada de uma família de comerciantes do Ceasa quando ela chegava ao trabalho, às 6 horas. O trio rendeu a mulher e os dois filhos do casal, de 16 e 8 anos, e fugiu levando um cofre, joias, celulares e uma televisão.
''Meus pais já haviam saído para o trabalho. Eu estava tomando banho para ir ao colégio quando eles chegaram. Eles já vieram pedindo pelo cofre'', contou o adolescente de 16 aos, que pediu para não ser identificado.
Segundo ele, os bandidos estavam armados, mas não encapuzados e um deles aparentava ser menor de idade. Depois de revirarem a casa eles encontraram o cofre, que foi levado junto com jóias, celulares e uma televisão. A empregada e os meninos foram amordaçados e presos em um quarto e os ladrões fugiram em um Palio cinza, que haviam estacionado na garagem da casa. O rapaz disse que conseguiu falar com um amigo pelo computador e pediu para avisar seus pais.
O dono da casa não quis informar o valor roubado e nega que tenham sido levadas armas, como foi informado primeiramente. Ele acredita que os ladrões já sabiam o que procurar, devido às características do roubo. Essa não foi a primeira vez que a família é vítima da violência. Tanto o atacadista quanto a esposa já foram assaltados diversas vezes, a última há três meses e em uma delas chegaram a disparar contra o carro da família, mas ninguém ficou ferido.
A polícia busca pistas dos assaltantes.
Vizinho solidário
Apesar da gravidade do assalto, os vizinhos afirmaram que o local é relativamente calmo. Embora outras casas já tenham sido roubadas, é a primeira vez que fazem reféns. Um pedreiro que trabalha em uma das casas da rua afirmou que viu algumas pessoas diferentes andando pelo bairro na semana passada, mas não chegou a avisar a polícia. ''Não imaginei que pudesse acontecer isso e nem sei se tem relação também'', disse.
A empregada doméstica Maria Inês Squisato Magalhães é moradora da rua há 22 anos e contou que já não fica mais com as portas de casa abertas. ''Já roubaram os carros de dois vizinhos daqui, mas nunca vi nada como hoje (ontem). Minha mãe mora nesta mesma rua, meu trabalho é aqui em frente e nunca tivemos problemas'', garantiu.
Nas ruas vizinhas, é comum as casas exibirem placas de ''Vizinho solidário''. A moradora de uma delas, a dona de casa Maria Maffei, contou que depois de várias ocorrências, os vizinhos se uniram e pediram auxílio para a Polícia Militar, que orientou sobre o projeto. ''Temos uma lista com o telefone de todos e sempre que vemos algo estranho, uma pessoa diferente circulando pelo bairro, ligamos para a polícia.''
Ela informou que do seu quintal já foram roubados bicicleta e skate e já flagrou pessoas tentando pular o muro. ''Tenho o cachorro, que chama a atenção, e não fico mais com a porta aberta. A gente fica preso e eles soltos, mas agora está assim em todo lugar.''
Sítio
Três homens invadiram um sítio em Sertanópolis (Norte) e renderam os moradores anteontem à noite. Segundo o escrivão Irineu Mori, da Polícia Civil, estavam na casa o proprietário do sítio, sua esposa, filho, nora e neta de quatro anos. As vítimas relataram à polícia que os assaltantes estavam encapuzados e armados com revólveres e espingardas longas de dois canos.
Antes de fugirem com dois veículos da família, os ladrões amarraram os adultos em um dos quartos da propriedade rural. O trio levou eletrônicos, bicicletas, computadores, motosserra e joias e fugiu em levou um veículo Gol e um caminhão Mercedes Benz.
Ontem, por volta das 9h30, o caminhão foi recuperado na PR-492, em Tamboara (Noroeste) e três suspeitos, que disseram ser de Londrina, foram detidos. Segundo o policial rodoviário federal Clayton John Beltrami, o trio não informou onde conseguiu o caminhão e disse apenas que estava se dirigindo a Ponta Porã (MS), onde realizaria um carregamento de soja. Eles foram encaminhados para a Delegacia de Paranavaí e, se não forem reconhecidos como autores do assalto, podem responder pelo crime de receptação de mercadoria roubada. (Colaboraram Marilayde Costa e Vítor Ogawa)

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