VIOLÊNCIA - Servidores param e pedem segurança
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Sarandi - Após mais um assalto à mão armada anteontem, pelo menos 13 servidores da agência central dos Correios de Sarandi (Noroeste) não trabalharam ontem em sinal de protesto por mais segurança. A assessoria dos Correios em Curitiba admitiu que a situação na cidade é preocupante e garantiu que irá aumentar a proteção aos trabalhadores e clientes.
O diretor executivo do Sindicato dos Trabalhadores no Correios do Paraná (SintcomPR), Osmar Silva, criticou o péssimo aparato de vigilância existente na agência de Sarandi, que não contaria sequer com câmeras de vigilância 24 horas. O movimento diário de atendimento chega a cerca de 1,5 mil pessoas. A entrega de correspondências foi suspensa em toda a cidade e os serviços internos sofreram lentidão mas não foram totalmente paralisados.
Valendo-se das falhas, os criminosos já realizaram três assaltos contra a agência somente neste ano. O último aconteceu na terça-feira, quando dois homens armados renderam funcionários e fugiram com certa quantia em dinheiro. ''Nos últimos oito ou nove meses foram três assaltos à mão armada e, alguns deles, com agressão e ameaça a funcionários. O recado que pretendemos dar com essa paralisação é que cansamos de ser assaltados e queremos que a empresa tome providências para que tal situação seja resolvida'', advertiu o sindicalista.
Ele criticou que a segurança nas agências dos Correios piorou e muito desde que as agências passaram também a funcionar como postos bancários, nos anos 1990. ''Não posso dizer os nomes das cidades mas aqui na região Noroeste temos agências que já foram assaltadas cinco vezes nos últimos meses'', afirmou.
A assessoria dos Correios em Curitiba admitiu que ''a agência de Sarandi tem problemas acima da média (com relação à segurança)''. ''A empresa está preocupada e deverá tomar alguma providência com urgência'', garantiu a assessoria. Em todo o país, algumas agências contam com vigilância armada mas esta não é uma estratégia ''recomendável'' porque, segundo os Correios, em outros Estados já houve situações de troca de tiros entre vigilantes e bandidos, o que colocou em risco ainda maior funcionários e clientes.


