VIOLÊNCIA - Balconista é morta dentro de casa
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sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Luciano Augustoe Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Nem dentro da própria casa a balconista Celina Scudeler Marques, 41 anos, estava protegida. Enquanto assistia a uma partida de futebol na TV, na noite de anteontem, com o namorado José Correia, 25, a residência dela, no Jardim San Remo (Zona Oeste de Londrina), foi invadida por dois assaltantes. Ela foi dominada e morta com um tiro na nuca.
Segundo o cunhado da balconista, o representante comercial Júlio César Marques, passava das 23h30 quando os dois assaltantes - um deles armado - pularam o muro da casa, na Rua Uberlândia, e aproveitaram que a porta da sala estava aberta para entrar e render o casal. Correia teria sido amarrado com fios de telefone e Celina obrigada a deitar-se no chão. ''Ela fez sinal de que iria se levantar e eles dispararam'', detalhou outro cunhado da vítima, Alécio Marques. Os bandidos teriam, então, roubado cerca de R$ 50,00 da carteira de Correia e fugido em uma moto vermelha. Até o final da tarde de ontem, eles não haviam sido localizados.
A filha de Celina de 18 anos, que não estava em casa, chegou cerca de 15 minutos depois do assalto e encontrou a mãe estirada no chão da sala e Correia amarrado. Só então a Polícia foi acionada mas a balconista já estava morta.
O perito do Instituto de Criminalística, Luciano Bucharles, apontou que a casa estaria ''um pouco remexida, mas nada exagerado''. Ele não conseguiu especificar o calibre da arma usada pelo autor do disparo porque o projétil ficou alojado na cabeça da vítima. Questionado se haveria marcas no muro que pudessem ajudar o trabalho de identificação dos suspeitos, Bucharles preferiu não comentar. O delegado-operacional responsável pelas investigações, Lanevilton Moreira, disse que assumiu o caso pela manhã e não daria detalhes. ''A Polícia está investigando todas as possibilidades'', resumiu.
No começo da tarde de ontem, familiares e amigos de Celina fizeram um protesto em frente à capela da Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf), na Região Central, onde o corpo estava sendo velado. Eles bloquearam por alguns minutos as duas pistas da avenida JK empunhando faixas com a frase ''Celina... mais uma vítima da violência em Londrina''. A idéia era sensibilizar a população sobre o problema da criminalidade em Londrina e, mais especificamente, no bairro onde a balconista residia. O sepultamento foi realizado às 17h30, no Cemitério João XXIII.


