Vinte pessoas ocupam os espaços abandonados
Segundo Édina Rocha, nesta semana, o Sinal Verde atendeu sete mocós em toda a cidade. ''O problema é que muitos deles são transitórios, abrem, o proprietário toma uma medida, e fim. Existem alguns, como nas ruas Belém e Tocantins, que não tem moradores permanentes, apenas são utilizados como ponto de uso de drogas'', explica a coordenadora.
Segundo ela, o ''público'' que utiliza mocós geralmente transita entre vários espaços abandonados. Destes, dois se estabeleceram como pontos fixos na cidade: o mocó da Duque de Caxias e o do Zerão. ''Hoje (ontem), uma equipe foi ao mocó da Duque e viu apenas três moradores fixos. Mas sabemos que o espaço recebe muito mais gente à noite. No Zerão, ficam umas doze pessoas'', diz Édina. De acordo com a coordenadora, cerca de vinte pessoas utilizam mocós com frequência em Londrina. ''Muitos recusam ajuda, outros se submetem a tratamento, mas voltam para as ruas. Nosso trabalho visa oferecer benefícios ao maior número de pessoas'', diz a coordenadora.
O comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Rubens Guimarães, explica que a PM oferece um oficial para acompanhar as visitas do Sinal Verde. ''O problema dos mocós está ligado mais a uma esfera social. Enquanto eles não geram vítimas, a polícia não pode intervir. Quando o mocó gera violência, devemos agir'', diz o comandante.





