Curitiba - Vinte e um presos serraram as grades da janela da cela onde estavam e fugiram na madrugada de ontem da delegacia de Rio Branco do Sul (região metropolitana de Curitiba). O local tem capacidade para oito presos, mas abrigava 50. No momento da fuga havia apenas um policial de plantão, que estava na parte da frente da delegacia, onde o público é atendido. A carceragam fica nos fundos.
A polícia passou o dia atrás dos fugitivos, mas o delegado de Rio Branco do Sul, Artem Dach, explicou que a recaptura só é possível geralmente depois de três a cinco dias da fuga, quando os presos começam a voltar para casa. Todos os presos que estavam na carceragem são provisórios. Trinta condenados foram transferidos há pouco tempo para presídios. Dach diz que não há para onde mandar os provisórios.
O delegado explicou que tem sete policiais na delegacia, porém três estão de férias. Por isso o plantão está sendo feito por um homem só. ''Dei férias agora porque dezembro, janeiro e fevereiro é época crítica. Então preciso de todos aqui'', afirmou. A delegacia de Rio Branco do Sul tem três carceragens: uma para mulheres, outra para presos considerados mais perigosos e outra para os demais detentos, onde aconteceu a fuga.
Os presos usaram uma serra para cortar as grades. Dach diz que esse tipo de material entra com as mulheres ou mães dos presos, já que visitas de homens não são permitidas. ''Aqui as mulheres são bem revistadas. Mas estas serras são muito pequenas e por isso são escondidas em lugares onde não detectamos. Temos que revistar sem humilhar a pessoa'', argumentou.

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