O uso da Fazenda Refúgio como pastagem para gado acaba desencadeando uma série de problemas em cadeia que, muitas vezes, acaba passando desapercebida pela maioria das pessoas. Um problema leva a outro, e mais outro, e outro, até que o frágil equilíbrio ambiental é colocado em risco.
Há cerca de um ano, Nilson Júnior dos Santos levou seu rebanho de 25 vacas e 10 cavalos para ser criado na fazenda. ''Vim porque estava meio abandonada'', fala ele. Santos construiu um pequeno barraco ao lado da estação de tratamento de esgoto, onde também costuma reunir o gado e algumas galinhas que decidiu criar.
O presidente da ONG MAE, Eduardo Panachão, explica que a presença de pessoas, barulho de veículos, gritos e latidos de cães já afugentam os animais selvagens que vivem na região. Fato confirmado, por acaso, pelo pequeno criador: ''aqui tem muito bicho. De vez em quando, os cachorros matam quati, gato-do-mato, que tentam pegar as galinhas''.
Durante o dia, o rebanho é levado para outras áreas e pastam livremente. Espécies invasoras como a braquiaria se alastram com mais facilidade e impedem o crescimento de árvores de espécies nativas.
No caso de Santos, há a expectativa dele transferir os animais para uma propriedade no Patrimônio Selva, por meio de um projeto de produção de leite tocado pela Secretaria Municipal de Agricultura. (L.A.)

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