Com a chave da casa na mão, a trabalhadora rural Elza Correia da Silva, 35 anos, viúva e mãe de seis filhos, deposita todas as expectativas na vila. ‘‘Vou me mudar ainda nesta semana’’, afirmou. No terreno em volta da casa ela já tem uma plantação de milho, mas pretende cultivar outras culturas. Nascida em Lerroville, Elza recebe cesta básica da prefeitura e paga R$ 50,00 de aluguel. Elza deve ser beneficiada pelo seguro da Cohapar e ganhar a casa quitada. Ela ficou viúva há quatro meses. ‘‘Meu marido fez a inscrição da casa, mas não deu tempo de entrar nela’’, disse. ‘‘Ele também não conheceu o filho, que nasceu há dois meses’’.
Para a bóia-fria Manuelita Pereira da Silva, quatro filhos e uma neta, o maior benefício da Vila Rural é ‘‘sair do aluguel’’. No quintal da casa, Manuelita já plantou banana, feijão, mamão e goiaba, mas ela garantiu que dentro de dois meses ‘‘vai estar tudo verde’’. Segundo a trabalhadora, enquanto os filhos forem trabalhar fora, ela vai ficar tomando conta das plantações.
Entregue pela Cohapar há três meses, a Vila Rural Barão Alexandre, no Distrito de Paiquerê, já tem uma família desistente. Segundo a subprefeita do distrito, Maria Lúcia Menegazzo dos Santos, a família foi trabalhar nas lavouras de café e laranja de Minas Gerais e ficou por lá. ‘‘A casa vai ser entregue a outra família’’, informou Maria Lúcia. A maioria dos vileiros, disse a subprefeita, está contente. ‘‘Tem gente que já conseguiu colher 60 quilos de arroz’’, comentou. Na vila moram 46 famílias. (M.B.)

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