O Coordenador das Vilas Rurais, Valter Pegorer, promoveu um seminário que reuniu 700 técnicos de 12 órgãos envolvidos com a implantação das vilas rurais. Nesse seminário ficou decidida a contratação de um agente comunitário por vila, para funcionar como elo de integração entre as famílias e os órgãos oficiais.
Esses agentes serão contratados por uma sociedade não governamental que receberá recursos da Secretaria da Criança e Assuntos da Família para pagar seus salários, em torno de uma vez e meia o salário mínimo. Uma das atribuições mais importantes dos agentes é encontrar soluções para os problemas de saúde das pessoas, como tratamento especializado e internação para cirurgia.
Uma outra proposta que já está em andamento, segundo Pegorer, são as cooperativas de trabalho nas Vilas Rurais, em parceria com a Secretaria Estadual do Emprego e Relações do Trabalho e com a Emater. Os cooperados serão, além dos moradores das vilas, bóias-frias do município que queiram participar. O objetivo dessas cooperativas é oferecer mão-de-obra tanto no campo quanto na cidade.
No campo os trabalhadores estarão disponíveis para produzir e comercializar conservas caseiras, embutidos e artesanatos. Na cidade, oferecerão mão-de-obra para serviços de jardinagem, comercialização e trabalhos domésticos, além de prestação de serviços às prefeituras, como limpeza de terrenos baldios e vias públicas.
‘‘Essas iniciativas são um reflexo de que a preocupação do governador Jaime Lerner é com a viabilização das vilas rurais’’, diz Pegorer. ‘‘Depois de instaladas, sua determinação é para que sejam auto-sustentáveis e também sirvam de modelo irradiador de comportamento e trabalho associativo para as comunidades pobres dos bairros da periferia dos municípios’’.

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