Uma equipe da Paraná Turismo deve fazer uma vistoria no Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, na próxima semana. O objetivo, segundo o secretário estadual de Meio Ambiente, José Antônio Andreguetto, é verificar até que ponto foi cumprida a sentença judicial que determina a demolição de construções feitas no parque a partir de 1973.
A ação movida por ambientalistas em 78 teve a sentença decretada em 91. Mas até agora o governo do Paraná não a cumpriu. Por isso, o advogado que cuida do caso, René Dotti, resolveu pedir ajuda ao Ministério Público. ‘‘A Justiça agora deve determinar um prazo para o cumprimento da ação. E o Estado pode inclusive ser multado por toda essa demora em atender uma decisão judicial’’, explicou o advogado.
Entre as obras que devem ser retiradas do parque está a estrada asfaltada em direção a Palmeira dos Índios, a piscina (já desativa), as fontes de iluminação e as lanchonetes encravadas nos arenitos. O secretário já adianta que a piscina não deve ser desmanchada. ‘‘Tivemos orientação técnica para não retirar o concreto de lá porque essa ação provocaria mais estragos, uma vez que aceleraria o processo erosivo’’, conta.
O juiz que analisou a ação na época, Antônio Gomes da Silva, fez a seguinte consideração na sua decisão: ‘‘as obras construídas em Vila Velha de forma alguma estimulam a educação quanto ao respeito pela natureza. A construção do teleférico é inegavelmente uma intervenção ‘‘indébita e monstruosa’’ do homem ao local, onde a construção acarreta consequências negativas em razão da perda de perspectiva (pelo visitante) dos fenômenos ocorrentes em furnas e, finalmente, houve dano ao patrimônio financeiro com gastos com obras condenáveis para aquele local’’.

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