Vila Velha recebe melhorias
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terça-feira, 10 de julho de 2001
Denise Angelo De Ponta Grossa 
O Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, começou a receber este mês uma série de melhorias emergenciais, que estão sendo implantadas até que esteja concluído o Plano de Manejo, divulgado há mais de um ano. Por enquanto, o parque recebeu 180 placas de orientação aos visitantes, que indicam desde a distância das trilhas e informações de prevenção a incêndios, até a existência de animais peçonhentos. O elevador da Furna número um, que integra o complexo de Furnas dentro do parque, também voltou a funcionar.
O Plano de Manejo levará no mínimo mais um ano para ser concluído. A intenção, de acordo com a assessoria técnica da Secretaria Estadual de Indústria e Comércio, é terceirizar alguns serviços, a exemplo do que já é feito no Parque Nacional do Iguaçu. Em Vila Velha, deve ser definida a concessão dos serviços de bilheteria, lanchonete e transporte interno. Segundo Taco Roorda, superintendente da EcoParaná empresa de direito privado que gerencia serviços prúblicos de ecoturismo estas mudanças só serão adotadas após serem aprovadas pelo Conselho Gestor do parque, integrado por representantes da sociedade civil e governo.
Por enquanto, o que se vê em maior número são placas orientando o visitante a não alimentar os animais, especialmente quatis. Isto porque, um estudo feito pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) constatou que no local há uma superpopulação de quatis, que apresenta uma série de doenças que a espécie não desenvolveria se mantivesse uma alimentação adequada.
As 180 placas foram colocadas no parque pela Rodonorte, concessionária do lote 5 do Anel de Integração, por determinação de uma medida compensatória. No total, a sinalização custou cerca de R$ 30 mil. Além da sinalização, a Rodonorte deve investir mais R$ 100 mil no parque ainda este ano, em obras e equipamentos que serão definidos pelo IAP.
De acordo com Zuleika Nycz, da Liga Ambiental, entidade integrante do Conselho Gestor, a adoção de um Plano de Manejo com medidas mais eficientes é uma necessidade urgente para o parque. Entre as medidas de preservação reivindicadas estão a desativação do elevador cujo funcionamento depende de ação judicial, além de outros equipamentos existentes atualmente. (Colaborou Maigue Gueths)


