Vila Velha pode ter apoio de promotores
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quarta-feira, 20 de setembro de 2000
Luciana Pombo De Curitiba 
O Ministério Público deverá acompanhar a implantação do plano de manejo do Parque Estadual de Vila Velha, localizado em Ponta Grossa. A reserva é a segunda mais visitada do Paraná, mas tem sofrido reflexos sérios do descaso do governo e da depredadação ambiental. O pedido de acompanhamento do caso pelo Ministério Público foi feito por ambientalistas, que aproveitaram para entregar aos promotores o resultado de uma ação civil pública ajuizada em 1978 contra o Estado pela depredação do parque. O despacho final recomenda a demolição de todas as obras feitas no local desde 1973.
Apesar de levarmos esta ação para o Ministério Público, não queremos que o plano de manejo seja desconsiderado. Achamos que o Estado está no caminho certo. Apenas queremos que todos os atos sejam acompanhados de perto pelo Ministério Público, declarou o ambientalista José Álvaro Carneiro, presidente da Liga Ambiental, uma Organização Não-Governamental (ONG).
O plano de manejo foi debatido anteontem por técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Eco Paraná, Paraná Turismo, Iapar, Universidade Estadual de Ponta Grossa, Associação Ecológica dos Campos Gerais e Prefeitura Municipal de Ponta Grossa. Ficou decidido que o plano poderá ser revisto por causa de novas propostas apresentadas. Entre elas, a devolução de cerca de 250 hectares de terras que atualmente são usadas para o plantio de sementes.
A primeira etapa do projeto, com previsão de duração de seis meses, deverá custar cerca de R$ 800 mil. Ela prevê um plano emergencial, que deverá ser executado antes do período de pico de visitações. Entre as atividades programadas para este período estão a nomeação imediata de um conselho gestor. Só o controle da visitação vai permitir uma queda de 90% na depredação do parque, argumentou José Álvaro.
A maior preocupação é com a segunda fase do plano, que irá contar com obras mais efetivas para o controle das erosões e dos incêndios. O valor da segunda fase ainda não foi calculado. Será um trabalho de mais ou menos 15 anos, destacou o ambientalista.


