Ponta Grossa - O Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, deve ser reaberto à visitação pública até o dia 15 de novembro. Ontem o secretário estadual de Meio Ambiente, José Antônio Andreguetto, coordenou uma visita para jornalistas ao local. O parque foi fechado no dia 18 de janeiro para obras de revitalização. A intenção inicial era reabrí-lo em outubro, mês em que a unidade de conservação completa 50 anos. Porém, por causa do processo licitatório de concessão de alguns serviços, a reabertura deve atrasar.
As obras de revitalização estão dentro do cronograma. Elas incluem a recuperação de todas as trilhas do parque, a retirada de algumas construções que se apoiavam nos próprios arenitos, restruturação do sistema de transporte interno e construção de área de lazer compatível com a preservação ambiental.
A partir da reabertura, os visitantes terão um acesso único ao parque, pela área dos arenitos. Ou seja, não será mais possível visitar Furnas e Lagoa Dourada sem passar pela entrada dos Arenitos. Nessa entrada o visitante pagará um ingresso que deve custar cerca de R$ 5,00 e será encaminhada para o Centro de Visitantes, onde receberá, por cerca de dez minutos, instruções sobre como se comportar dentro da unidade.
Em seguida, o visitante terá acesso a um veículo de transporte disponibilizado pelo concessionário, movido a combustível alternativo, para então se dirigir aos Arenitos, Furnas ou Lagoa Dourada. A cada 200 metros, na trilha dos Arenitos (2,5 quilômetros de extensão), haverá um guia orientando os visitantes e evitando que os grupos saiam da trilha ou danifiquem as rochas.
Não será mais possível subir nos arenitos como se fazia até o fechamento do parque. O monumento mais famoso, a taça, só poderá ser apreciada de uma distância de aproximadamente 20 metros. A princípio a equipe que coordena a revitalização não pensa em colocar grades impedindo o acesso às rochas, mas a medida poderá ser tomada caso a presença dos guias não seja suficiente para conter o ímpeto dos visitantes.
O acesso à Gruta da Pedra Suspensa será bastante restrito. Os estudos biológicos no local ainda não foram concluídos mas a tendência é de que a visitação à gruta seja permitida somente em determinados períodos do ano, por algumas horas durante o dia. Isso porque, o local é a área de reprodução dos andorinhões, espécie nativa da região que está ameaçada de extinção por causa da ''invasão'' de pessoas no habitat natural. Outra formação bastante conhecida, as garrafas, também deixarão de ser vistas com o passar do tempo. Entre a trilha de visitação e a rocha existe uma vegetação que até então era cortada com frequência para permitir a passagem de pessoas. Agora, como os visitantes não poderão sair da trilha, a vegetação deve crescer e impedir a visão dessa imagem.
Grande parte das espécies exóticas como eucaliptos, que havia dentro do parque, já foi retirada. Porém, Andregueto acredita que a limpeza de todo o parque só estará concluída dentro de três anos. A retirada de todas as árvores invasoras de uma só vez poderia acentuar os problemas de erosão que o parque enfrenta.

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