Vigília lembra as vítimas fatais da Aids
Vigília lembra as vítimas fatais da Aids
Várias atividades, como shows de música e teatro, atraíram a atenção dos curitibanos que passaram pelo Largo da Ordem
Simone Mattos e
Marcos Freitas
Marcelo Almeida
AlertaToni Reis e Valéria Polizzi, autora do livro Depois daquela viagem: prevenção e conscientização Quem passou ontem de manhã pelo Largo da Ordem, em Curitiba, foi surpreendido pela 15ª Vigília Internacional de Solidariedade às Vítimas da Aids, que aconteceu simultaneamente em 43 países. Shows de música e teatro, venda de camisetas com mensagens de prevenção, distribuição de folhetos e outras atividades atraíram a atenção de centenas de pessoas e contaram com a presença de autoridades.
Junto ao palco, montado em frente à Casa Vermelha, estavam 1.145 vasos com flores. Cada um simboliza uma das vítimas fatais da Aids em Curitiba, explicou o presidente do Grupo Dignidade, um dos organizadores do evento, Toni Reis.
A primeira vigília aconteceu em 83, quando a causa da Aids ainda era desconhecida. Na época a doença já tinha feito cerca de 3 mil vítimas fatais em todo o mundo.
Um grupo de alunos do curso de Medicina participou do evento estendendo nos paralelepípedos do Largo da Ordem uma colcha de retalhos com mensagens de prevenção. Doze escolas estaduais que integram o projeto Ensinando a Viver, coordenado pelo Grupo Dignidade, com financiamento do Ministério da Saúde, também participaram distribuindo folhetos e lacinhos vermelhos, que simbolizam a luta.
O projeto Ensinando a Viver promove a capacitação de alunos, pais, professores e profissionais da saúde, formando multiplicadores de informações e grupos de discussão sobre os temas nas comunidades.
Uma das presenças mais aguardadas na vigília foi a da escritora paulista Valéria Piassa Polizzi, 27 anos, que contraiu o vírus HIV com seu primeiro namorado, há 11 anos. Autora do livro Depois Daquela Viagem, que já está na sua 11ª edição, ela hoje percorre o País fazendo palestras e levando mensagens de prevenção e conscientização para adolescentes.
O secretário municipal da Saúde, João Carlos Baracho, que também esteve presente, explicou que o evento faz parte das ações educativas da prefeitura e pretende envolver toda a população na luta contra a Aids. Não é vivendo na individualidade que vamos combater esta epidemia, mas com a união de todos e a solidariedade.
DoaçãoA Escola Filosófica Instituto Pró Vida doou cerca de R$ 2,5 milhões em equipamentos hospitalares, carros e até panificadoras e gráficas completas para mais de 100 instituições de caridade do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Da solenidade, realizada sábado na Ópera de Arame, participaram as primeiras damas do Estado e do município, Fani Lerner e Marina Taniguchi, e o vice-prefeito de Curitiba, Algaci Túlio, além de cerca de 1,5 mil espectadores.
O Instituto Pró Vida existe há mais de 20 anos e atende aos necessitados com as ofertas de seus alunos, professores e ex-alunos. Cada participante reserva 10% de seus rendimentos aos necessitados. Pregando a caridade entre os homens, o Instituto promove cursos para discutir e analisar temas dentro da esfera mental, física e espiritual.





