Vigília em solidariedade às pessoas com HIV/Aids
PUBLICAÇÃO
domingo, 17 de maio de 2009
Carolina Gabardo Belo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Vigília Mundial em Solidariedade às Pessoas Vivendo com HIV/Aids lembrou ontem, em Curitiba, dos soropositivos que faleceram em decorrência da doença. Realizada na Feira de Artesanato do Largo da Ordem, a mobilização teve o tema ''Juntos Somos a Solução'' e também fez um alerta sobre a importância da prevenção ao HIV.
Integrantes da comissão municipal de DST/Aids, que reúne organizações sociais atuantes na causa e a Secretaria Municipal de Saúde, entregaram à população 16,5 mil preservativos masculinos e femininos e 30 mil panfletos informativos. Nas abordagens reforçaram a necessidade do apoio aos soropositivos. ''Com os medicamentos antirretrovirais, as pessoas vivem mais e precisam de respeito, solidariedade e afeto. O estigma e o preconceito matam mais que a doença'', ressalta a coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids, Mariana Thomaz.
A vigília é realizada na Capital há 26 anos. Desde 1984, no primeiro registro de HIV na cidade, foram aproximadamente 7,5 mil casos, de acordo com dados da secretaria. Entre os pacientes notificados no período, 2,7 mil morreram e 2,8 mil estão sob tratamento médico.
Mariana alerta para uma mudança no perfil dos soropositivos. Nos primeiros casos notificados, a incidência era de uma mulher soropositiva entre 25 homens. Hoje, a proporção chega a uma mulher a cada dois homens infectados e, em alguns bairros de Curitiba, de um para um. ''São casos que acontecem em relações estáveis, por conta da infidelidade. É muito difícil negociar o preservativo no casamento, por isso, a gente negocia com os casais, que, se um dos dois pular a cerca, que use o preservativo com o parceiro eventual'', explica.
Ela conta que há grande aceitação por parte dos jovens na prevenção. Entre esse público, a predominância do HIV é pela transmissão vertical - quando o vírus é passado de mãe para filho. Em aproximadamente 20% a 25% dos casos a infecção ocorreu em relações sexuais. ''A maioria inicia a vida sexual com camisinha. Tornou-se um hábito'', afirma Mariana.


