Vigilantes registram queixa contra empresa
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sexta-feira, 07 de janeiro de 2005
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
Seis vigilantes de escolta armada registraram queixa ontem na 10 Subdivisão Policial (SDP) de Londrina contra a empresa Paranaseg, que, segundo eles, não teria pago pelos serviços prestados durante cinco meses. Outros 50 vigilantes, aproximadamente, também estariam na mesma situação. De acordo com o boletim de ocorrência, um dos responsáveis pela empresa, Adriano Figueira Loyola, teria, inclusive, ameaçado atirar em quem fosse até ele pedir pagamento de salário.
''Não sabemos nem se fomos registrados e se foi feito um seguro no nosso nome, como prevê nossa convenção de trabalho. Cada um de nós tem uns R$ 10 mil para receber'', afirma José Luis Pereira do Nascimento, um dos denunciantes. Segundo Nascimento, a Paranaseg estaria sendo vendida para outra empresa do ramo em Curitiba, a SPB Serviços de Vigilância. ''O Adriano diz ser sócio da SPB'', completa o vigilante, mostrando uma carteirinha da empresa curitibana. O grupo diz ainda que os funcionários são contratados por alguns meses e depois, sem aviso prévio, não são mais chamados para prestar serviço.
Segundo o advogado da Paranaseg, Juliano Tomanaga, os vigilantes que assinam a queixa não são funcionários da empresa. ''Somos uma empresa conceituada e trabalhamos com algo muito sério. Não conhecemos estas pessoas. Elas estão agindo de má-fé e fazendo acusações levianas. Se têm algo a receber, por que não entram com uma ação trabalhista?'' O advogado afirma ainda que a empresa londrinense não tem ligação com a SPB, e que Adriano Loyola apenas ''tem ajudado a regularizar a situação da Paranaseg na Polícia Federal para que possamos operar com escolta armada''.
Os vigilantes teriam denunciado as irregularidades também na Polícia Federal, que, segundo Tomanaga, teria feito uma inspeção na empresa e nada encontrou de anormal. A Folha entrou em contato com a corporação, mas o funcionário que atendeu disse não poder confirmar a informação. O proprietário da SPB, Vitor Moraes, negou que a empresa tenha ligação com a Paranaseg e não soube dizer se os vigilantes são funcionários da empresa.


