Vigilantes pedem proteção a governo
Luciana Pombo
De Curitiba
O presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região Metropolitana, João Soares, encaminhou para a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subseção Paraná, uma denúncia com informações sobre a contratação irregular de aproximadamente 300 policiais militares em empresas de segurança da capital e sobre as constantes ameaças que a diretoria da entidade vem sofrendo. Fui procurado por policiais militares da reserva que me ameaçaram e disseram que se eu não parasse de falar, poderiam ocorrer coisas horríveis contra mim e meus filhos, afirmou ele.
Para pedir proteção, Soares esteve numa audiência com o próprio secretário de Estado da Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, por cerca de três horas. As nossas denúncias estão todas fundamentadas, apresentei para ele os nomes dos militares que estão me ameaçando e uma relação de empresas e supermercados que contratam policiais para exercerem a função de segurança de transporte de cargas e valores, acrescentou.
João Soares disse que já pensou em sair de Curitiba. Sei que estou correndo risco de vida, ando assustado nas ruas e não sei mais o que fazer, disse. As denúncias do Sindicato dos Vigilantes começaram a ser divulgadas na semana passada. Três empresas de segurança foram nominadas. A suspeita é que elas pertençam a coronéis da reserva. A sede do sindicato, no Prado Velho, em Curitiba, foi arrombada e um computador, contendo diversas informações sobre o caso, foi roubado.
O secretário Cândido Oliveira disse que recebeu todas as denúncias e já mandou que fosse iniciada, ainda ontem, uma investigação sobre o caso. Não vamos admitir esse tipo de prática no Paraná, isso é absolutamente irregular, declarou.





