A partir das 8 horas de hoje, os vigilantes que trabalhavam para a empresa Ambiental Vigilância prometem realizar um protesto em frente ao prédio da Justiça do Trabalho em Londrina. As faturas da empresa em todo o Estado foram bloqueadas pela Justiça em julho e os funcionários estão sem receber salários, vales-transporte e tíquetes-refeição há quase dois meses. Ontem, um dos 358 vigilantes de Londrina esteve na Câmara de Vereadores de Londrina para reivindicar apoio.
Francisco Morillo, que trabalha como vigilante da Sanepar, requisitou que os representantes do legislativo enviem cartas aos órgãos responsáveis para que sejam suspensos os cortes de água, luz e telefone por falta de pagamento nas residências dos vigias. Os vereadores prometeram analisar a reivindicação da categoria.
Morillo alegou que o Governo do Estado teria depositado em juízo os salários atrasados dos vigilantes, mas o dinheiro não teria sido repassado porque a lista de nomes e contas correntes dos trabalhadores teria dados incorretos. O vigia afirmou que o sindicato da categoria teria a lista correta e se recusaria a liberar a relação.
O presidente do Sindicato dos Vigilantes de Londrina e região, Orlando Luiz de Freitas, rebateu a alegação do vigilante dizendo que a dificuldade na liberação do dinheiro não teria relação com a incorreção na listagem com as contas bancárias dos funcionários nem com o fato da lista não ter sido enviada para a Justiça.
Ele afirmou que os salários para o Interior não estão sendo pagos por determinação da 11 Vara do Trabalho em Curitiba. ''Não adianta passar a lista se o dinheiro não está liberado'', comentou.
Ontem à noite, os vigilantes realizariam uma assembléia geral e hoje devem continuar a pressão para tentarem a liberação do que têm direito. Na manhã de hoje, eles se reúnem em frente ao prédio da Justiça do Trabalho, no centro de Londrina, em protesto contra a demora na liberação do recurso para os funcionários do Interior, já que os vigilantes da capital já estariam recebendo.
A assessoria da 11 Vara do Trabalho em Curitiba alegou que os recursos bloqueados não seriam suficientes para pagar todos os funcionários. Para contornar a situação, os vigilantes do interior integram uma lista de espera.
A Folha tentou contatar a direção da Ambiental Vigilância em Curitiba, no final da tarde, mas ninguém atendeu as ligações.

mockup