A diretoria do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região Metropolitana confirmou ontem que a categoria vai entrar em greve a partir da zero hora da próxima segunda-feira. Os trabalhadores querem participação nos lucros das empresas, melhores condições de trabalho, reposição salarial de 2% e o reajuste do ticket refeição de R$ 3,50 para R$ 4,00.
O presidente do Sindicato dos Vigilantes, João Soares, disse que três reuniões foram realizadas com o Sindicato das Empresas de Vigilância, mas não houve chance de acordo. A direção do sindicato espera que 80% dos cerca de 3 mil vigilantes da Região Metropolitana de Curitiba participem da paralisação por tempo indeterminado. ‘‘A gente sabe que o momento não é para aumentos, mas a intransigência patronal nos faz ir para o confronto’’, disse o sindicalista.
Para provar que a pauta de reivindicações é justa, Soares argumenta que as empresas de vigilância tiveram no ano passado um crescimento de 25% em relação a 1997. O sindicato aguarda adesão de todos os vigilantes do Estado. São 18 mil trabalhadores no Paraná. O sindicato exige que os patrões forneçam coletes à prova de balas e munição nova. Pela ausência destes equipamentos, dois vigilantes morreram baleados em dezembro, em Curitiba.

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