Vigilantes denunciam empresas que não pagam
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segunda-feira, 29 de junho de 1998
Israel Reinstein 
Na próxima semana, o Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região vai divulgar nomes de empresários que estariam criando e depois fechando empresas de vigilância e segurança, sem quitar os encargos sociais de seus funcionários. Segundo o presidente do sindicato, João Soares, seis empresas estariam nesta situação. Junto com a denúncia, o sindicato está programando uma passeata com parte das dez mil pessoas lesadas pelos empresários.
Soares diz que as empresas Embraseg, Alvorada Segurança Patrimonial, Orbram, Mato Grosso e Mônaco encerraram as atividades sem quitar o FGTS e o INSS, sendo que as duas últimas fecharam neste mês. Ontem, o presidente do sindicato se reuniu com o Ministério Público do Trabalho e a empresa Mato Grosso para tentar resolver a situação de 300 vigilantes. As negociações começam a ser realizadas, mas a discussão na justiça é demorada, reclama.
O presidente do sindicato informa que esses empresários se utilizam de baixo preços para conquistar o mercado. Com a tabela de serviço a preço de custo, eles deixam de pagar os encargos sociais, afirma. Depois pedem às contratantes que antecipem recursos para quitar estes débitos, embolsando o dinheiro. Mais tarde, é fechado a porta das empresas abertas, reativadas com outro nome e controle societário, afirma.
Soares informa que o sindicato vem tendo dificuldade em controlar as empresas do setor. A fiscalização da Delegacia Regional do Trabalho tem sido deficitária, o que permite a atuação desse pessoal, diz. No entanto, o delegado da DRT, Tércio Albuquerque, afirma que todas as blitze realizadas têm apresentado resultados com o pagamento das empresas devedoras. Basta denunciar, avisa.


