Vigilantes decidem manter greve
Guilherme Vieira
Kraw PenasParadosSindicato avalia que 45% dos trabalhadores estão de braços cruzadosOs trabalhadores das empresas de transporte de valores do Paraná decidiram continuar em greve, em assembléia realizada ontem, em Curitiba. A decisão foi tomada depois que fracassaram diversos encontros entre representantes dos empregados e dos patrões, para desfazer o impasse criado na sexta-feira, que causou a paralisação.
A falta de um acordo para a volta ao trabalho fez com que o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Valores do Estado Paraná, Paulo Roberto Maia Cortes, pedisse demissão de seu cargo. Paulo Cortes passou então a comandar uma negociação isolada com os funcionários de sua empresa, a TGV Transporte de Valores, que reúne 55% dos trabalhadores do setor. No final da tarde, os funcionários de todas as unidades da empresa no Paraná decidiram aceitar a proposta patronal. Eles foram beneficiados por um reajuste salarial pelo INPC (entre 4% e 4,5%), e pela manutenção do adicional de risco de vida de 20%, e voltaram ao trabalho.
Segundo Renato Gonçalves da Silva, presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região, 45% da categoria deve continuar sem trabalhar em todo o Estado até a apresentação de nova proposta patronal, marcada para acontecer hoje às 17 horas, em Curitiba. Silva espera um endurecimento na próxima rodada de negociações por parte dos empregadores. O dirigente da empresa Brinks, que vai assumir as negociações, não se mostrou disposto a ceder quando participou da primeira rodada de entendimentos. As principais reivindicações dos vigilantes são reajuste de acordo com a inflação do Dieese (em torno de 5%) e aumento do adicional de risco de vida, de 20% para 30% sobre o salário.
Silva acredita que os trabalhadores aceitariam uma proposta nos mesmos moldes da apresentada pela TGV, o que considera um bom acordo. Hoje poucas categorias estão conseguindo reajuste salarial superior a 3%., disse.
Os sindicalistas informaram que a reunião de hoje vai ser a úlltima tentativa de acordo, antes dos trabalhadores ingressarem na justiça com dissídio coletivo.





